1. Refutando o
argumento de Kalam por Peter millican
O argumento
Cosmológico de Kalam
a)
Tudo o que começa a existir tem uma causa;
b)
O universo começou a existir;
c)
Portanto, o universo tem uma causa;
Refutação do argumento cosmológico por
Peter Millican.
‘Então, o quão forte é a hipótese de
William Craig para o deus cristão¿
Vou começar com o seu favorito
argumento cosmológico de Kalam. A primeira parte na qual geralmente ele
apresenta da seguinte forma, então temos: 1.Tudo que começa a existir tem uma
causa. 2.O universo começou a existir. 3.Portanto, o universo tem uma causa.
O argumento, é claro, logicamente
válido. Realmente, a conclusão segue trivialmente as premissas assumidas como
verdadeiras. Mas não estou convencido por nenhuma das premissas. Onde está a
evidência de que tudo que começa a existir tem necessariamente uma causa¿
Certamente, existem muitas experiências
alterando o mundo e novas coisas sendo formadas a partir das velhas, como quando
uma casa é construída e uma planta cresce desde quando é semeada. Até onde
posso dizer tais coisas que experimentei são realmente casualmente governadas,
mas estas mudanças foram todos rearranjos de materiais já existentes e eu nunca
experimentei coisas aparecendo na existência a partir do nada.
Assim, não posso inferir a partir da
minha própria experiência que seja razoável esperar que algo seja criado a
partir do nada. Se isto acontecer, sendo casual da mesma maneira. Além do mais,
tais evidências de segunda mão que eu
tenho que tratam do assunto nos dizem na direção oposta. Partículas
quânticas aparentemente pulam para dentro e para fora da existência a partir do
nada, mas este comportamento parece um pouco aleatório. Assim
os exemplos mais próximos que conheço da criação a parti do nada são não
causais e temos mais razões para duvidar da primeira premissa de Craig.
As coisas ficam ainda piores do que
isto. De cada mudança que experimentei no mundo tem, até onde posso dizer uma
causa física. Mesmo ações pessoas como eu disse antes, acontecem por
intermediários físicos. Todas as nossas evidências sugerem que a atividade
mental é dependente da atividade cerebral. Em qualquer caso, eu nunca vi um
mero pensamento criar um novo objeto.
Assim uma versão mais precisa desta
primeira premissa Bill seria: Qualquer coisa que comece a existir tem uma causa física.
Entretanto, se o universo é compreendido como incluindo todas as coisas
físicas, então parece óbvio que ele como um todo não pode ter uma causa física.
Tenho razões excelentes para duvidar, se este principio poderia ser válido como
aplicado ao universo inteiro.
Isto ilustra o quão problemático pode
ser estender qualquer princípio a partir de partes para inteiros, isto
determina o que é suficientemente bem conhecido chamado de ‘falácia da composição. ’ Mesmo que se cada coisa física tenha uma causa, isto
não quer dizer que a totalidade das coisas físicas tenha uma causa. Este ponto
é ainda mais convincente a luz da relatividade geral de Einstein. Que implica
que o espaço e tempo são de alguma maneira partes do universo físico.
Os únicos tipos de causas que podemos
compreender incluindo causas inteligentes atuam no tempo. Se o tempo não
existisse sem o universo físico, então é difícil compreender como a noção de
causa poderia mesmo se aplicar na criação daquele universo.
Que tal a segunda premissa de Bill,
que o universo começou a existir?
Para esclarecer o que está sendo
alegado aqui, precisamos distinguir entre o nosso universo local, para o qual
existe evidência do BigBang cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, e o universo
global, o que quero dizer todas as coisas físicas, seja em nosso universo local
ou em qualquer outro lugar.
Pessoas que estudam os cosmos
especulam agora sobre a possibilidade de existirem múltiplos universos. De
fato, existem algumas teorias diferentes que poderiam prever isto. Eles também
especulam sobre uma bolha oscilante ou universos em evolução em múltiplos Big
Bangs. Assim, mesmo se o universo local começou mesmo a existir no Big Bang é
inteiramente possível que tenha uma causa física dentro do universo global.
Além disso, não existe contradição em supor que o universo global seja infinito
no passado mesmo que o universo local não seja.
Bill se sustenta em duas razões para
pensar ao contrário. Uma delas é que o infinito não pode ser real eu retornarei
a isto mais tarde.
A segunda razão padrão de Bill ao
negar que o universo seja infinito no passado aparece na física. E o teorema de
Borde-Guth-Vilenkin que prova, fazendo suposições que parecem razoáveis que
qualquer universo que estiver, na média, em expansão não pode ser eterno no
passado. Um resultado interessante, de fato, mas não mostra nada tanto quanto
Bill necessite. Em resposta a pergunta: ‘O seu
universo prova que o universo deva ter tido um começo¿’ Alex Vilenkin responde: ‘não. Mas prova que a expansão do universo deve ter tido um
começo.’ Você pode
contornar o teorema, ao postular que o universo estava contraindo em um tempo
anterior. Existem teorias, como a cosmologia quântica em Loop associada à
gravidade, que sugere precisamente tal contração anterior antes do Big Bang.
Em qualquer caso, o que é mais
importante é que como as coisas estão agora é impossível ter qualquer confiança
em rastrear nossas teorias físicas de volta ou além do Big Bang. Eles
implicariam uma singularidade inicial ao ponto da infinita densidade,
temperatura, pressão e curvatura, que presumivelmente nos princípios de Bill seria impossível uma vez que diz que
infinitos reais não existem. Mas mais importante parece que a relatividade
geral no qual tudo isto está baseado, é inconsistente com a mecânica Quântica,
e se rompe em escalas infinitesimais. Logo, tudo que sabemos aqui é que a
ciência não consegue lidar com isso, tentando levantar qualquer conclusão firme
que parece pensamento positivo.
Isto não deveria nos trazer qualquer
surpresa para qualquer um que já leu meu filósofo favorito David Hume: ‘quando
olhamos além dos assuntos humanos, quando levamos nossas especulações para as
duas eternidades antes e depois do estado presente das coisas da criação e
formação do universo, a existência e propriedades de espíritos, o universo
espiritual infinito e incompreensível. Nós devemos ficar bem distantes da menor
tendência para que o ceticismo não seja apreensivo, de que o que temos aqui está muito além do alcance de nossas
faculdades’.
Tudo que nós sabemos sobre a física
moderna sugere que em escalas muito pequenas e muito grandes as noções
intuitivas do que faz sentido são guias duvidosos para a verdade. Assim, as
tentativas de Bill de aplicar princípios comuns cotidianos sobre causa e sobre
infinitos até o começo do universo, quando o tempo começa e nossas teorias
postulam singularidades infinitas me impressionam, como muito pouco
persuasivas, muito a parte das dificuldades específicas que já comentei
anteriormente.
Da mesma forma, quando argumentamos de
que o universo físico tenha uma causa, então isto deve estar em uma mente material.
Lembre-se de que não temos qualquer evidência de que mentes possam existir na
ausência de um sustento físico. Então, a ideia de que uma mente talvez exista
na ausência de um universo inteiramente físico é
uma completa especulação.
Parece muito mais plausível, para mim,
dizer que se, com exceção de tudo o que eu disse, o universo físico não tem uma
causa não física, então esta causa é provavelmente algo que somos completamente
incapazes de compreender, porque não tem nenhuma relação com qualquer coisa que
experimentamos. Nem de um objeto físico conhecido, nem uma entidade abstrata,
nem uma mente. Somos animais físicos finitos. Evoluídos para viver e perceber
em um mundo de objetos de tamanho médio. Não existe qualquer outra razão para
supor que nossas faculdades animais sejam adequadas para compreender as origens
ou a possibilidade de histórias infinitas de mundos.


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