A Ressurreição de Jesus Cristo: Um Fato Histórico na
Dimensão Espaço-Tempo Aberto ao Escrutínio Crítico
por zwinglio ·
Agosto 9, 2013
A doutrina da ressurreição de Jesus de Nazaré tem produzido
diversas controvérsias nos últimos duzentos anos. O túmulo vazio é o
símbolo dessa realidade maior. Desde o século XVIII o problema do túmulo vazio
tem recebido atenção nos debates acadêmicos a respeito da ressurreição. Na tentativa
de explicar racionalmente a razão do túmulo ter sido encontrada vazia, críticos
radicais propuseram algumas teorias tais como: teoria do desmaio[1],
teoria do roubo[2], teoria
da alucinação[3] e
teoria do túmulo errado[4].Todas
essas teorias se mostraram inadequadas para realizar aquilo a que se
propuseram. A teologia cristã moderna tem debatido exaustivamente esse tema.
A ressurreição de Jesus alicerça o Cristianismo (1ª Co
15:17). Ambos estão conectados de tal maneira que ou eles subsistem juntos ou
então sucumbem de mãos dadas. A discussão sobre se o fato da ressurreição de
Jesus Cristo pode ser considerado um evento histórico aberto ao escrutínio
crítico é uma questão central no debate atual a respeito da viabilidade desta
ressurreição.
Estudiosos contemporâneos como N.T. Wright[5] e
William Lane Craig[6] defendem
abertamente ser a ressurreição de Jesus de Nazaré um evento histórico,
objetivo, que está aberto à investigação crítica. É consenso entre eles que
quanto ao seu significado, a ressurreição é uma questão teológica, ao passo que
ela, como um acontecimento, trata-se de uma questão histórica. O teólogo
luterano Wolfhart Pannenberg diz que “a indagação sobre se algo aconteceu
ou não em determinada época, há mais de mil anos, só pode ser determinada por
argumentos históricos.”[7]
Alguns teólogos modernos são reticentes quanto à busca por
evidências históricas que apontem para a ressurreição como a melhor explicação para
o túmulo vazio encontrado pelas mulheres naquele domingo de Páscoa. Na opinião
deles, esse assunto deve ser resolvido pela lógica da fé e isso basta. Há razão
nisso. A priori, a fé deve dispensar provas para aceitar o conteúdo das
narrativas evangélicas. A fé adquirida diretamente pela ação sobrenatural do
Espírito Santo não precisa de evidências para se sustentar. No entanto, existem
aqueles que à semelhança de Tomé dizem: “se eu não vir nas suas mãos o sinal
dos cravos [...] de modo algum acreditarei” (Jo 20:25). Muitas pessoas passam a
crer por meio de evidências. Existe legitimidade em desejar averiguar as
evidências a respeito da ressurreição, afinal de contas o Ressurreto se
apresentou com “muitas provas incontestáveis” (At 1:3).
Na contramão desses dois grupos, céticos têm se esforçado
para negar a ressurreição corporal de Jesus alegando, por exemplo, que o corpo
de Jesus, pós-crucificação, fora lançado numa cova rasa e comido por cães. Essa
explicação é apresentada pelo estudioso do Novo Testamento John Dominic
Crossan, membro do movimento Seminário de Jesus.[8] Crossan
está no centro desta discussão também quando o assunto é o conhecimento ou não,
do apóstolo Paulo, da tradição do túmulo vazio. De modo geral, as conclusões
dele (e do Seminário) têm sido questionadas, pois pairam suspeitas quanto
à metodologia usada nos estudos, pressuposições, motivações e estabelecimento
de datas.
Digno de nota é o fato das pressuposições radicais
do Seminário e de Crossan quanto aos milagres narrados nos
Evangelhos. Eles partem para a pesquisa rejeitando, injustificadamente, os
milagres. Num debate[9] travado
com Crossan em 1994, Craig diz que seu interlocutor é um naturalista. Sobre
ressurreição dos mortos, aquele estudioso escreveu: “não acredito que alguém,
em algum lugar, em algum tempo traga mortos de volta a vida.”[10]
Tentando demonstrar que a ressurreição corporal de Jesus é a
melhor explicação para o túmulo vazio, discutirei a seguir a possibilidade de
milagres ocorrerem depois de tecer algumas considerações sobre o método
científico, demonstrarei de modo breve que a ressurreição do Nazareno está
aberta ao escrutínio crítico e posteriormente suscitarei uma rápida discussão
sobre ter o apóstolo Paulo o conhecimento do túmulo vazio.
Antes de prosseguir, visto que irei insistir na questão do
túmulo vazio como fato histórico circundado por evidências bem antigas,
torna-se necessário citar e concordar com a seguinte fala do estudioso
conservador do Novo Testamento George Eldon Ladd: “o túmulo vazio não despertou
a fé na ressurreição de Jesus, nem o faz agora”[11] (Mc
16:8; Lc 24:11, 21). Transcrita essa fala, devo de igual modo ressaltar que a
túmulo vazio é um sinal do ato escatológico divino irrompendo no mundo, no
tempo e espaço. Pode-se dizer ainda mais, em tom esclarecedor, quanto à
importância e o lugar do elemento “túmulo vazio”, lembrando Colin Brown, que
“foram os aparecimentos de Jesus que os convenceram; o túmulo vazio foi o
corolário corroborativo”[12] (ênfase
minha).
O Método Científico Moderno
Prescindir desse método para determinar se a ressurreição é
a melhor explicação, ou não, do túmulo vazio, é uma decisão inteligente. O
método científico consiste em apontar algum fenômeno como verdadeiro a partir
da repetição do mesmo diante de quem possa assegurar que ele é verdadeiro. Isto
deve se dar em um ambiente controlado onde hipóteses possam ser observadas
empiricamente.
Vamos a um exemplo simples da aplicação do método
científico: ao chegar a casa, depois do culto matinal, você decide ligar seu
aparelho de som e ele não funciona. Nesse instante, você começa a formular
hipóteses que possam te fazer entender o que está ocorrendo.
Hipótese 1 – O som não está conectado a rede de energia
elétrica. Ao verificar, você constata que não é essa a razão do não
funcionamento do aparelho e, com isso, essa hipótese é negada.
Hipótese 2 – Está faltando energia elétrica. Ao acionar
um interruptor para acionar uma lâmpada, percebe que esse também não é o
problema. Desse modo, essa segunda hipótese é refutada.
Depois de levantar essas hipóteses você se depara com o fato
da não solução do problema. Porém, entendendo ou não, o método científico fora
aplicado por você frente a essa situação doméstica.
É evidente que submeter a ressurreição de Cristo a
esse método é algo impensável, pois ela é um acontecimento histórico único,
singular… um milagre. Para muitos, o que não passa pelo crivo do método
científico deve ser rejeitado. Ora, não é o método científico a única maneira
de se provar alguma coisa. Caso fosse, como poderia eu provar que hoje estive
no trabalho? O método científico é ineficaz quando o assunto é provar ou não
questões relativas a eventos e pessoas históricas.
A impossibilidade de se provar a verdade da ressurreição por
meio desse método não é suficiente para caracterizá-la como um mito. Na
verdade, com essa incapacidade de reter em um ambiente controlado o fenômeno da
ressurreição, e de vê-lo se repetir, o método científico moderno se mostra
limitado para averiguá-la. A alternativa então é a de uma análise sobre o
fenômeno como um acontecimento histórico. Partindo desse pressuposto, e
amparados pelas evidências, é possível concluir que o túmulo está vazio
exatamente porque Jesus, muito provavelmente, ressuscitou ao terceiro dia.
A irracionalidade em se negar a ressurreição de Cristo como
um fato estabelecido por não poder submetê-lo ao método científico moderno
consiste em ser aquele fenômeno, um milagre, conforme dito anteriormente.
Milagres não podem ser enquadrados em um laboratório e manipulados pelos
cientistas. Eles acontecem e pronto.
Milagres Ocorrem?
O filósofo judeu panteísta Benedito Spinoza (1632-1677)
argumentou serem as leis naturais imutáveis. Não há como interrompê-las,
portanto milagres são impossíveis, pois a natureza “guarda uma ordem fixa e
imutável”. A visão de Spinoza sobre o universo é fechada. Por isso, a
ressurreição, por exemplo, adversa às leis naturais conhecidas, não pode ter
ocorrido. Pesa contra o argumento de Spinoza o fato de que as evidências
favoráveis a um único começo do universo de tempo-espaço a partir do nada se
avolumam. Se assim for, estamos diante de um milagre? Geisler & Turek
comentam: “A própria criação em si demonstra que as leis não são imutáveis. Uma
coisa não surge naturalmente do nada. Mas aqui estamos todos nós.”[13] Se
é assim, Spinoza está superado quanto sua crença de que os milagres, por
definição, são impossíveis.
Outro cético, o filósofo David Hume, escreveu:
Um milagre é uma violação das leis da natureza; e como uma
experiência constante e inalterável estabeleceu estas leis, a prova contra o
milagre, devido à própria natureza do fato, é tão completa como qualquer
argumento da natureza que se possa imaginar. Por que é mais do que provável que
todos os homens devem morrer; que o chumbo não pode por si mesmo permanecer
suspenso no ar; que o fogo consome a madeira e que, por sua vez, a água o
extingue; a não ser que estes eventos estão de acordo com as leis da natureza,
e que é preciso uma violação destas leis, ou em outras palavras, um milagre,
para impedi-los? Nada é considerado um milagre se ocorre no curso normal da
natureza. Não é um milagre que um homem, aparentemente de boa saúde, morra
subitamente, pois verifica-se que tal gênero de morte, embora mais incomum que
qualquer outro, ocorre frequentemente. Mas é um milagre que possa ressuscitar,
porque isto nunca foi observado em nenhuma época e em nenhum país. Portanto,
deve haver uma experiência uniforme contra todo evento miraculoso, senão o
evento não mereceria esta denominação.[14]
Hume também nega o milagre porque este contraria as leis da
natureza. Porém, ele nega a uniformidade da natureza e torna-se contraditório.
John Lennox, matemático de Oxford, escreve: “Não se pode predizer o futuro com
base na experiência do passado,diz Hume (ênfase minha).”[15] Lennox
explica dando o exemplo da ressurreição.
Suponhamos que Hume esteja certo: que nenhum homem jamais
deixou sua sepultura ao longo de toda a história da Terra até o presente;
então, pela própria argumentação dele, Hume não pode ter certeza de que um
morto não possa ressuscitar amanhã. Sendo assim, ele não pode excluir o
milagre.[16]
Acrescentemos contrariamente ao argumento da
inalterabilidade das leis naturais o fato de estarmos quase a todo tempo
vencendo a lei da gravidade? Se os humanos podem vencer leis naturais, muito
mais Deus.
Pensando ainda no que disse Hume, vale ressaltar que o que
ocorre costumeiramente na natureza não pode ser considerado milagre. Mas, se
algo acontece fora do curso normal da natureza, é um milagre, então, por isso,
não deve ser corrente. A fraqueza do argumento antimilagres consiste no fato de
que ele não leva em conta que os fatos históricos são particulares e únicos e
que não necessitam, obrigatoriamente, de uma correspondência com uma
experiência passada para serem admitidos como reais. Logo, esperar por
analogias contemporâneas da ressurreição, por exemplo, é uma perda de tempo.
É evidente que estudiosos como Spinoza e Hume não contam com
o teísmo, daí a explicação de suas crenças. Mas, de acordo com Antony Flew, “se
aceitamos o fato de que há leis, então temos de aceitar que existe alguma coisa
que impõe essa regularidade ao universo”.[17] Na
mesma página, ele continua, citando um filósofo de Oxford chamado John Foster:
“é racionalmente justificada nossa conclusão de que é Deus – o Deus explicado
pelos teístas (ênfase minha) – que cria as leis, impondo as
regularidades ao mundo.”
Estariam os milagres, no debate científico contemporâneo,
descartados? Para Lennox “não há nenhuma objeção científica, em princípio, à
possibilidade de milagres.”[18]
O erro de alguns céticos consiste no fato de eles pensarem
apriorísticamente quando não admitem os milagres como acontecimentos possíveis.
Toda decisão tomada a priori é um suicídio intelectual. Não é porque se é
naturalista que alguém deva determinar como improvável um milagre, pois,
fazendo isso, temos uma caracterização de especulação filosófica que vira as
costas pra a investigação histórica e nada mais.
Bernard Ramm comenta a abordagem naturalista nos seguintes
termos:
Se a questão girar em torno da existência do sobrenatural,
mui obviamente tal abordagem fez da conclusão a sua premissa maior. Em suma,
antes da crítica realmente começar, o sobrenatural já foi eliminado. E terá de
desaparecer totalmente. Portanto, a conclusão não será resultante de um estudo
feito com a mente aberta acerca do sobrenatural, e, sim, uma conclusão
determinada dogmaticamente, por parte de uma metafísica antisobrenatural. Sobre
qual outra base poderiam os críticos anular completamente (destaque
do autor) o elemento sobrenatural em um documento que, reconhecidamente,
reveste-se de valor histórico.[19]
É importante que o pesquisador não alije do contexto
histórico a ressurreição de Cristo por causa de seus pressupostos que de
maneira alguma estão propensos à inflexibilidade. Frente às surpresas no
processo investigativo, o historiador crítico sério não concebe nada como
impossível mesmo que suas convicções sejam confrontadas. Não é tarefa dos
estudiosos aproximarem-se da história com vistas a construí-la partindo de
noções preconcebidas. São as melhores evidências que devem norteá-lo em seu
trabalho.
O teólogo alemão Rudolf Bultmann, que reduziu a ressurreição
de Cristo a uma experiência existencial dos discípulos, concorda com esse tipo
de comportamento. Para ele “… o historiador certamente não goza de licença para
pressupor os resultados de suas pesquisas”[20].
É aqui que os eruditos da Alta Crítica, por exemplo, tropeçam quando analisam o
Pentateuco e determinam que o mesmo não foi escrito por Moisés. Eles desprezam
evidências arqueológicas e históricas favoráveis a uma autoria mosaica do
Pentateuco exatamente por causa de pressupostos filosóficos e, por isso, acaba
por fazer do Pentateuco uma colcha de retalhos.
O método usado na formulação de uma teologia do Novo
Testamento pelos críticos radicais é chamado histórico-crítico. Seus critérios,
propostos pelo sociólogo Ernest Troeltsch, são os seguintes: crítica, analogia
e correlação. O primeiro diz que todas as declarações históricas deverão ser
analisadas quanto ao seu conteúdo de verdades históricas. O segundo, ligado ao
primeiro, advoga que o mundo é um sistema fechado e o que não acontece hoje
também não pode ocorrer outrora. Esse é o padrão para julgar a realidade dos
eventos no passado. No caso do terceiro, os eventos históricos estão
subordinados à lei de causa e efeito e, o que não derivar dessa lei, não poderá
ser considerado confiável do ponto de vista histórico.[21] Decorrente
do uso desses critérios, as experiências de milagres que não ocorrem hoje não
ocorreram na história. Visto não existir na experiência contemporânea ressurreições,
falta sentido advogar que um morto tenha ressuscitado no passado. Estamos
diante de uma perspectiva da natureza da história como mecanicista e
positivista. George Eldon Ladd crítica esse método: “o método histórico-crítico
não é um método adequado para interpretar a teologia do Novo Testamento, isso
porque suas pressuposições limitam suas averiguações (ênfase minha)
até à exclusão da mensagem bíblica central.”[22]
A Investigação Crítica
É irracional a alegação de alguns céticos que a aceitação da
ressurreição de Cristo sugere um salto no escuro e a adesão a uma crença que se
opõe às evidências e à razão. Lucas, por exemplo, era um homem da ciência, pois
ele era médico (Cl 4:14). Também é sabido, devido às conclusões de estudiosos,
que ele era grego de boa educação e de boa formação. Isso é observável quando
se analisa o seu estilo literário. Para os eruditos imparciais Lucas também
pode e deve ser considerado um excelente historiador. Algumas descobertas
arqueológicas têm demonstrado a precisão das informações lucanas no Evangelho e
em Atos. Este escritor canônico revela uma responsabilidade insuspeita em
narrar os fatos que envolveram o ministério terrenal de Jesus Cristo quando ele
diz: “eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo…” (Lc 1:3).
É importante destacar a palavra “cuidadosamente” nesse momento. Aqui, ele usa a
palavra grega akribôs que significa “acuradamente”, indicando que a
pesquisa foi feita de maneira meticulosa. Em Atos 1:3, falando sobre a
ressurreição de Cristo, ele escreve: “… deu-lhes muitas provas
indiscutíveis de que estava vivo.” Dessa referência devemos destacar a frase
“muitas provas indiscutíveis”. A palavra grega que ele usa, étekmerion,
significa, em lógica, “prova demonstrativa”, e na linguagem
médica, “evidência demonstrativa.”[23]
A observação do uso dessas palavras gregas por Lucas, fato
que depõe favoravelmente a ele quanto à certeza de uma narrativa precisa, leva
facilmente à aceitação de que a crença da igreja primitiva na ressurreição de
Cristo era fundamentada em acontecimentos reais e, portanto, históricos. Os
discípulos, por vezes, são acusados pelos críticos de serem possuidores de uma
cosmovisão mítica e, por conta disso, serem capazes de construir o mito da
ressurreição de Cristo. Este tipo de compreensão sobre a visão de mundo dos
discípulos e das pessoas do primeiro século faz delas sujeitos ingênuos e até
ignorantes. Mas, uma breve análise de algumas passagens bíblicas mostra-nos que
os discípulos não eram assim tão ingênuos como supõem os críticos.
Vejamos: 1 – Pedro dizia que eles não seguiam fábulas construídas
pelos homens de maneira engenhosa (2 Pe 1:16). 2 - No Areópago, o
discurso paulino sobre a ressurreição de Cristo chocou os ouvintes (At
17:16-34). Por qual razão os ouvintes de Paulo escarneceram dele quando ele
falou sobre a ressurreição? 3 – Quando Tomé manifesta uma
“incredulidade” sobre a notícia da ressurreição de Cristo ele está dando algum
sinal de ingenuidade? Quando ele fala em ver e em tocar no sinal dos cravos,
ele está mostrando ser tão primitivo assim como gostam de afirmar os críticos?
Acreditando num pseudo primitivismo dos discípulos, os críticos
reduziram a ressurreição de Cristo, crida objetivamente por seus seguidores, em
uma experiência existencial e ahistórica. Porém, parece que as evidências
demonstram estarem errados.
Os critérios históricos a serem usados para examinar a
ressurreição de Cristo como sendo ou não a explicação mais plausível para o
túmulo encontrado vazio naquele domingo de Páscoa devem ser os mesmos adotados
para a análise de outros eventos históricos passados. A busca por evidências
que satisfaçam um enfoque adequado e a sustentabilidade dos fatos pleiteados
indicam critérios que atestam a plausibilidade da ressurreição de Cristo. Por
eles é possível estabelecer um argumento histórico sólido sobre a ressurreição.
Estudiosos defensores da ressurreição de Cristo como sendo
um acontecimento histórico aberto à investigação crítica creem existir evidências
suficientes para corroborá-la. Por uma abordagem historiográfica interessada
nas evidências, pode-se concluir ser a mesma a melhor explicação para o túmulo
vazio. Por uma atitude crítica, um crítico histórico pode perfeitamente
examinar as testemunhas, atestar a morte por crucificação, analisar todo o
processo de sepultamento e ratificar todas as afirmações de que Jesus Cristo
ressuscitou e que o túmulo não estava mais ocupado e sim vazio. Para esse corpo
de evidência histórica, a ressurreição de Jesus Cristo é a explicação mais
provável e plausível. Vejamos o caso da tumba vazia e o uso de um critério de
historicidade[24] chamado atestação
múltipla.
Também denominado de “corte transversal” e “múltipla
confirmação”, o critério atestação múltipla é explicado assim por Craig: “o
fato é relatado em múltiplas fontes primárias da época em que se alega que ele
ocorreu e que não dependam umas das outras nem de uma fonte comum.”[25] Um
exemplo com múltipla atestação são as palavras de Jesus sobre o pão e vinho na
Última Ceia (Mc 14:22-25; 1ª Co 11:23-26; Jo 6:51-58). Outro exemplo são as
palavras de Jesus a respeito da lâmpada que aparecem em Mc 4:2, Mt 5:15 e
Lc 11:33 [=Q[26]].
No que tange a fontes antigas e independentes relacionadas ao túmulo vazio
temos a fonte de Marcos, Mateus e João apresentam o caso a partir de fontes
distintas, Atos (2:29, 13:36) e Paulo na apresentação do antiquíssimo credo
descrito em 1ª Coríntios 15:4. Tanto Craig como Geisler & Turek, informam
que Gary Habermas numa revisão do estado da arte, pesquisou mais de 2.200
publicações em inglês, francês e alemão sobre a ressurreição de Jesus de Nazaré
e descobriu que 75 por cento dos pesquisadores veem a narrativa do sepulcro
vazio como histórica.
Digno de nota nesse instante é o fato que no debate sobre a
historicidade da ressurreição de Jesus Cristo, crer ou não que o apóstolo Paulo
tinha o conhecimento do túmulo vazio faz muita diferença.
Estudiosos que negam a ressurreição como um fato
histórico afirmam que o apóstolo desconhecia qualquer antiga narrativa de um
túmulo vazio. Os eruditos J. M. Borg e John Dominic Crossan afirmam: “Paulo não
enfatiza um túmulo vazio. Pelo contrário, ele baseia sua confiança na
ressurreição de Jesus, nas aparições de Jesus aos seus seguidores e, em última
instância, no que ele próprio, Paulo, entende como visões.”[27]Crossan
ainda diz:
As narrativas do sepultamento e ressurreição foram recente
criação ilusória de fatos que se desejaria fossem realidade. O cadáver de Jesus
seguiu o caminho dos corpos de todos os criminosos abandonados: provavelmente
coberto apenas com refugo, vulnerável aos cães selvagens que vagavam a terra
devoluta das áreas de execução.[28]
Assim, as narrativas do túmulo vazio não passam de
acréscimos aos textos evangélicos. Ou seja, são lendas inseridas no contexto da
fé e que o apóstolo Paulo não tinha conhecimento sobre nenhuma tumba vazio. No
entanto, é possível encontrar pistas apontando para o fato de que o apóstolo
Paulo conhecia o túmulo vazio.
A metodologia que Crossan usa nos estudos dos textos
evangélicos para determinar o que é “autêntico” ou não, traz em seu bojo
o descarte imediato de toda profecia e todo milagre. Ou seja, o
antissobrenaturalismo faz parte do escopo metodológico e essa realidade compromete
suas análises, pois, apriorísticamente, a ressurreição corporal de Jesus não
deve ser levada em conta, mas preterida.
O problema nesse cenário é que Crossan e outros estudiosos
(historiadores e teólogos) em suas pesquisas aproximam-se de seu objeto de
estudo repletos de preconceitos não históricos, mas filosóficos. Noutras
palavras, são as convicções metafísicas que determinam os resultados
“históricos” e não os fatos, as evidências. Se o naturalista continuar a negar
um mundo teísta não haverá conjunto de provas que o convença da plausibilidade
da ressurreição de Jesus Cristo. Com essa tendência metodológica a ressurreição
de Jesus não pode ser outra coisa que não um mito. Citando Wolfhart Pannenberg,
Alister McGrath escreve: “o fato decisivo na determinação do que aconteceu no
primeiro dia da Páscoa é a evidência contida no Novo Testamento, e não as
teorias dogmáticas e efêmeras dos estudiosos acerca da natureza da realidade.”[29]
Mas, Paulo sabia alguma coisa sobre o túmulo vazio?
Paulo e o Túmulo Vazio
Um dos acontecimentos históricos mais veementes que favorece
a aceitação da ressurreição corporal de Jesus Cristo é a transformação de
Saulo. Sua conversão dificilmente pode ser explicada por alguma teoria
naturalista. Falar sobre Paulo e o túmulo vazio é importante porque as cartas
paulinas foram escritas muito cedo, por exemplo: Romanos foi escrita entre
55-58 d.C. e 1ª Coríntios foi escrita em 56 d.C. Com essas datas temos entre 26
e 28 anos de distância entre a escrita delas e a condenação, crucificação,
morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ou seja, do ponto de vista histórico
temos uma distância cronológica ínfima. Alguns pesquisadores têm compreendido
que a afirmação “ressuscitou ao terceiro dia” de 1ª Coríntios 15:1-8 é uma
prova de que Paulo conhecia o túmulo vazio. Leiamos.
Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei;
o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos,
se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão.
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por
nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado
ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos
doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive
ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a
todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um
abortivo.
Essa Escritura, segundo estudiosos como Gary Habermas, Bem
Whiterington III e Wlfhart Pannenberg, é um antigo credo cristão. Hanegraaff
diz que “os estudiosos de todos os naipes concordam que este credo pode ser
datado de três a oito anos da própria crucificação.”[30] Observe:
três a oito anos, uma data recuadíssima! William Lane Craig comenta: “essa
tradição provavelmente foi transmitida a ele (Paulo) o mais tardar na época de
sua visita a Jerusalém, em 36 d.C. (Gl 1:18), se não antes, em Damasco.”[31] Simon
Kistemaker explica: “as palavras recebi e entreguei são
termos técnicos que indicam os elos individuais na corrente da tradição
(transmissão de um depósito sagrado).”[32] As
provas técnicas[33] de
que tal escritura trata-se de um antigo credo são as seguintes:
As palavras entreguei e recebi são
termos descritivos do tratamento rabínico da tradição santa, indicando que esta
é uma tradição santa recebida por Paulo;
Várias frases primitivas e antigas, pré-paulinas, são usadas
(“os doze”, “ao terceiro dia”, “foi visto”, “pelos nossos pecados”,
“ressuscitou”). Estas frases são judias e primitivas;
O estilo poético é hebraico;
O aramaico Cefas é usado; este era um modo antigo de
referir-se a Pedro.
Esta declaração é um credo por causa de sua forma aramaica
primitiva, afirmam estudiosos. Muito possivelmente era usada nos cultos em
forma de cântico. O fator importante que este antigo credo cristão citado por
Paulo traz à baila é que o evangelho paulino não se baseia numa revelação
espiritual apenas, mas em eventos históricos sólidos. Paulo deixa claro que seu
ensino é oriundo de uma tradição recebida e ele a reproduz sem nenhum
questionamento.
Aos que levantam a hipótese de que a ressurreição uma
invenção da igreja primitiva, é bom lembrar não ter havido tempo para a igreja
inventar uma história como a da ressurreição, pois mitos e lendas, para serem
construídos, requerem pelo menos duas gerações para ornarem os fatos históricos
e, como já foi dito, o antigo credo cristão dista 3 a 8 anos da crucificação,
morte e ressurreição. A sociologia e a antropologia têm defendido que as
comunidades são mais receptivas do que criativas.[34] Portanto,
conjecturar que a comunidade cristã primitiva vivia inventando coisas a
respeito do Jesus histórico é uma tolice.
Mas, onde está o túmulo vazio no credo? Já foi dito que está
no versículo 4: “foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia”. Quando o
apóstolo diz “foi sepultado” (etaphe) ele está demonstrando ter (ou isso é
subentendido) conhecimento do túmulo vazio. Além dos escritores dos Evangelhos,
apenas Paulo menciona esse fato. Em Atos 13:29 ele declara: “depois de
cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro,
puseram-no em um sepulcro.” Na tumba o corpo de Jesus Cristo descansava. Seu
sepultamento é consequência de sua morte e prenúncio de sua ressurreição. Por
lá ficou por curto espaço de tempo e o próprio apóstolo afirma ter ele
“ressuscitado”.
Craig responde à possibilidade de alguém questionar se o
sepultamento referido por Paulo é o mesmo realizado por José de Arimatéia. Ele
propõe o seguinte quadro comparativo:
1ª Co 15:3-5
|
At 13:28-31
|
Mc 15:37 – 16:7
|
Cristo morreu…
|
Embora não tenham encontrado um motivo para uma sentença
de morte, pediram que Pilatos o matasse.
|
Jesus, dando um alto brado, expirou
|
Foi sepultado…
|
Eles tiraram seu corpo da cruz e o sepultaram em um
sepulcro.
|
Este (José), comprando um pano de linho, tirou o corpo da
cruz, envolveu-o no pano e colocou-o num sepulcro aberto na rocha.
|
Ressuscitou…
|
Mas Deus o ressuscitou dos mortos…
|
“Ele ressuscitou! Não está aqui. Este é o lugar onde o
puseram.”
|
Apareceu…
|
… e por muitos dias ele apareceu para aqueles que tinham
vindo com ele da Galiléia para Jerusalém, e eles são agora suas testemunhas
para o povo.
|
“Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai
adiante de vós para a Galiléia. Ali o vereis, como ele vos disse.”
|
Craig comenta:
Essa incrível correspondência entre tradições independentes
é uma prova de que a fórmula de quatro linhas transmitida a Paulo é uma síntese
ou esboço dos acontecimentos básicos da paixão e ressurreição de Jesus.
Incluindo seu sepultamento em um sepulcro.[36]
Paulo entende essa ressurreição como tendo sido corporal ou
espiritual? A conexão entre os verbos “sepultar’ e “ressuscitar” no
conjunto da frase não pode indicar o sepultamento do corpo e uma ressurreição
espiritual como defendem alguns. No contexto Paulo fala nos versículos 35
e 44 de soma, “corpo físico” em grego, que será transformado pelo Espírito
Santo tornando-se apropriado para entrar na vida eterna e para experimentar a
imortalidade. A expressão “ao terceiro dia” também sustenta uma ressurreição
corporal. Provavelmente, temos uma referência à experiência das mulheres que ao
terceiro dia foram à tumba e encontraram-na vazia (Mt 28:1-10; Mc 16:1-8; Lc
24:1-12; Jo 20:1-10).
O estudioso do Novo Testamento, Bart D. Ehrman, teólogo
liberal e agnóstico, afirma que para Paulo a ressurreição de Jesus foi física:
Paulo quer lembrar a seus seguidores que, de fato, Jesus,
real e fisicamente, foi erguido dentre os mortos. Paulo [...] insiste em que a
doutrina da ressurreição tem a ver com uma verdadeira ressurreição física.
Jesus não foi erguido apenas espiritualmente.[37]
Além de 1ª Coríntios 15:4, 35 podemos ver também em Romanos
(uma epístola paulina bastante antiga) que o apóstolo tinha a informação de que
o túmulo estava vazio. No capítulo 8 versículo 11 ele diz: “Se habita em vós o
Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que
ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também os vossos corpos
mortais…” Observe que nesse verso o escritor comunica aos seus interlocutores
que eles poderiam ter a esperança de que seriam vivificados da mesma maneira
que foi quando Jesus ressuscitou.
Tal esperança incluía uma transformação de seus corpos
mortais. O uso do advérbio “também” indica que do mesmo modo como aconteceu com
o corpo de Jesus em sua ressurreição assim iria acontecer com os corpos deles.
Ora, se os cristãos terão seus corpos mortais vivificados porque o de Jesus
passou por tal experiência é evidente que o apóstolo tinha o conhecimento de
que o túmulo de Jesus Cristo estava vazio, pois é um contrassenso falar de um
corpo mortal vivificado e pensar que tal corpo ainda jaz na sepultura.
Como Paulo fala de uma ressurreição corporal de Jesus,
torna-se óbvia a conclusão que ele sabia de um túmulo vazio deixada para trás.
Paulo conhecia o sepulcro vazio e tal conhecimento descansa em uma realidade
histórica atestada por um o antigo credo cristão que “pode ser rastreado até às
fases formativas da primeira igreja cristã.”[38]Está
claro no escritos paulinos que o apóstolo por diversas vezes ocupa-se com a
transmissão de informações históricas. E mais, em alguns casos, estas informações
são frequentemente reconhecidas pelos estudiosos como sendo mais antigas que os
próprios escritos dele (vide Rm 1:3-4; 1ª Co 11:23ss, 15:3-8; Fp 2:6-11; Cl
1:15-18; 1ª Tm 3:16; 2ª Tm 2:8).
Conclusão
Vimos que o Novo Testamento é marcado pela ressurreição de
Jesus Cristo de Nazaré. Os primeiros cristãos não tinham dúvidas quanto a esse
evento ter ocorrido na história e na dimensão espaço-tempo. Para eles, Deus
operara esse milagre. O sepulcro vazio, um fato estabelecido e independente,
cuja sustentação descansa no relato histórico do sepultamento, trabalhado aqui
de modo breve, é um dado histórico que nos põe frente a frente com a
necessidade de considerar a ressurreição do Nazareno como “um evento em que o
mundo de Deus fez interseção com o mundo do tempo e do espaço.”[39]Existem
outros argumentos históricos específicos a favor da ressurreição que consubstanciam
a conclusão dessa pesquisa. Refiro-me às aparições de Jesus, ao fato das
mulheres serem as portadoras da notícia da tumba vazia e as origens da fé
cristã. Todos eles são fatos independentes e estabelecidos.[40]
Outro argumento brota em minha memória nesse instante e,
para fechar essa breve pesquisa, cito-o e comento-o.
Um testemunho histórico poderoso em favor da ressurreição de
Cristo é dado exatamente por seus inimigos. Trata-se da não refutação objetiva,
inquestionável e conclusiva deles em relação à afirmação dos discípulos de que
Jesus Cristo ressuscitara. Isso é um fato histórico. Por qual razão os judeus e
os romanos foram incapazes de apresentar refutações diretas e fulminantes? Por
qual razão eles ficaram silentes? Por qual razão eles usaram de perseguições,
martírios e ameaças para tentar frear o avanço do cristianismo quando uma simples
apresentação do corpo de Jesus Cristo resolveria o caso? Bom, o fato é que eles
nada puderam provar, nem mesmo usando a mentira do roubo do corpo de Cristo. O
silêncio deles tornou-se num argumento histórico tão poderoso quanto o
testemunho dos apóstolos sobre a ressurreição de Jesus Cristo.
Por Pr Zwinglio Rodrigues
[1] Jesus
Cristo não morreu na cruz, mas apenas desmaiou.
[2] Os
discípulos roubaram o corpo de Cristo. Esta teoria remonta ao Novo Testamento
(Mt 28:13) e foi debatida também no período patrístico quando Orígenes se opôs
ao pagão Celso.
[3] As
aparições de Jesus não passaram de alucinações das pessoas que disseram ter
visto Jesus ressuscitado.
[4] As
mulheres e todos os que vieram depois delas estiveram no túmulo errado.
[5] Será
lançado ainda nesse primeiro semestre de 2013 o livro A Ressurreição do
Filho de Deus do Dr. N.T. Wright pelas editoras Academia Cristã/Paulus.
Será um calhamaço de 1100 páginas.
[6] No
caso do Dr. Craig são vários os títulos em português que abordam a questão.
Dentre eles está Em Guarda: defendendo a fé cristã com razão e
precisão, publicado pela editora Vida Nova.
[7] apud MCDOWELL,
Josh. Evidências da Ressurreição de Cristo. São Paulo: Editora Candeia,
1994, p.35.
[8] Trata-se
de uma coalizão de eruditos, criada em 1985, que decidiu empreender esforços
para reduzir à insignificância o Jesus Cristo bíblico. O seu fundador foi
Robert Funk, um ateu. Para ele, Jesus provavelmente seria o primeiro comediante
judeu. Ao lado de Funk, surge, como cofundador do Seminário de Jesus, John
Dominic Crossan, um destacado teólogo que tem se esforçado por levar a doutrina
da ressurreição corporal de Cristo à ruína. Geisler & Turek informa que
alguns membros do Seminário de Jesus não são nem estudiosos como no
caso de um deles que é produtor de cinema.
[9] PAUL,
Copan (editor). O Jesus dos Evangelhos: mito ou realidade? / Um
debate entre William Lane Craig, John Dominic Crossan. Tradução de Emirson
Justino. São Paulo: Vida Nova, 2012.
[10] CROSSAN,
John Dominic. Jesus: uma biografia revolucionária. Tradução Júlio
Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Imago, 1995, p. 107.
[11] apud COENEN,
Lothar; BROWN, Colin (orgs.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo
Testamento. Tradução: Gordon Chown. 2 ed. Vol. 2. São Paulo: Vida Nova, 2000,
p. 2093.
[12] ibidem,
p. 2089.
[13] GEISLER,
Norman; TUREK, Frank. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu. São Paulo:
Editora Vida, 2006, p. 152.
[14] HUME,
David. Investigação Acerca do Entendimento Humano (versão para
e-book). Edição Acrópole. Tradução: Anoar Aiex, 2006.
[15] LENNOX,
John C. Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus. São Paulo: Mundo
Cristão, 2011, p. 274.
[16] Idem,
p. 275.
[17] FLEW,
Antony. Deus Existe: as provas incontestáveis de um filósofo que não
acreditava em nada. Tradução de Maria Marques Martins. São Paulo: Ediouro,
2008, p. 81.
[18] LENNOX,
John C. Op. cit., p. 288.
[19] apud MCDOWELL,
Josh. Evidência que Exige um Veredito: evidência histórica da fé
cristã. São Paulo: Editora: Candeia, 1997, vol. 2, p. 28.
[20] ibidem,
p.36.
[21] GREIDANUS,
Sidney. O Pregador Contemporâneo e o Texto Antigo: interpretando e
pregando literatura bíblica. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
[22] ibidem, p.
55.
[23] RIENECKER,
Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São
Paulo: Vida Nova, 1995, p. 194.
[24] Para
maior aprofundamento quanto a critérios de autenticidade consultar MEIER, John
Paul. Um Judeu Marginal: repensando o Jesus histórico. Tradução de Laura
Rumchinsky. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
[25] CRAIG,
William Lane. Em Guarda: defenda a fé cristã com razão e precisão. São
Paulo: Vida Nova, 2011, p. 217.
[26] Hipotética
fonte (além de Marcos) usada por Mateus e Lucas para a composição dos
Evangelhos que levam seus nomes. Denomina-se Q devido seu nome em
alemãoQuelle (fonte).
[27] BORG,
Marcus. J.; CROSSAN, John. D. Última Semana: um relato detalhado dos dias
finais de Jesus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 253.
[28] HANEGRAAFF,
Hank. Ressurreição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 46.
[29] MCGRATH,
Alister. Apologética Cristã no Século XXI: ciência e arte com integridade.
São Paulo: Editora Vida, 2008, p. 221.
[30] HANEGRAAFF,
Hank. Op. cit., p. 56.
[31] CRAIG,
William Lane. Op. cit., p. 246.
[32] KISTEMAKER,
Simon. Comentário do Novo Testamento: 1 Coríntios. São Paulo: Cultura
Cristã, 2004, p. 546.
[33] MCDOWELL,
Josh e WILSON, Bill. Ele Andou Entre Nós: Evidências do Jesus Histórico.
Candeia: São Paulo, 1995, p. 150.
[35] CRAIG,
William Lane. Em Guarda: defendendo a fé cristã com razão e precisão.
Tradução de Maria K. A. de Siqueira Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 247.
[36] ibidem,
p. 248.
[37] EHRMAN,
Bart D. O Problema com Deus: as respostas que a Bíblia não dá ao
sofrimento. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 210.
[38] HANEGRAAFF,
Hank. Op. cit., p. 56.
[39] LADD,
George Eldon apud COENEN, Lothar; BROWN, Colin (orgs.). Op.
cit., p. 2094.
[40] Consultem
os livros de referência citados aqui que ocupam-se em defender a historicidade
da ressurreição de Cristo.

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