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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Ressurreição de Jesus Cristo: Um Fato Histórico na Dimensão Espaço

A Ressurreição de Jesus Cristo: Um Fato Histórico na Dimensão Espaço-Tempo Aberto ao Escrutínio Crítico
por zwinglio · Agosto 9, 2013


        A doutrina da ressurreição de Jesus de Nazaré tem produzido diversas controvérsias nos últimos duzentos anos. O túmulo vazio é o símbolo dessa realidade maior. Desde o século XVIII o problema do túmulo vazio tem recebido atenção nos debates acadêmicos a respeito da ressurreição. Na tentativa de explicar racionalmente a razão do túmulo ter sido encontrada vazia, críticos radicais propuseram algumas teorias tais como: teoria do desmaio[1], teoria do roubo[2], teoria da alucinação[3] e teoria do túmulo errado[4].Todas essas teorias se mostraram inadequadas para realizar aquilo a que se propuseram. A teologia cristã moderna tem debatido exaustivamente esse tema.

      A ressurreição de Jesus alicerça o Cristianismo (1ª Co 15:17). Ambos estão conectados de tal maneira que ou eles subsistem juntos ou então sucumbem de mãos dadas. A discussão sobre se o fato da ressurreição de Jesus Cristo pode ser considerado um evento histórico aberto ao escrutínio crítico é uma questão central no debate atual a respeito da viabilidade desta ressurreição.

      Estudiosos contemporâneos como N.T. Wright[5] e William Lane Craig[6] defendem abertamente ser a ressurreição de Jesus de Nazaré um evento histórico, objetivo, que está aberto à investigação crítica. É consenso entre eles que quanto ao seu significado, a ressurreição é uma questão teológica, ao passo que ela, como um acontecimento, trata-se de uma questão histórica. O teólogo luterano Wolfhart Pannenberg diz que “a indagação sobre se algo aconteceu ou não em determinada época, há mais de mil anos, só pode ser determinada por argumentos históricos.”[7]

     Alguns teólogos modernos são reticentes quanto à busca por evidências históricas que apontem para a ressurreição como a melhor explicação para o túmulo vazio encontrado pelas mulheres naquele domingo de Páscoa. Na opinião deles, esse assunto deve ser resolvido pela lógica da fé e isso basta. Há razão nisso. A priori, a fé deve dispensar provas para aceitar o conteúdo das narrativas evangélicas. A fé adquirida diretamente pela ação sobrenatural do Espírito Santo não precisa de evidências para se sustentar. No entanto, existem aqueles que à semelhança de Tomé dizem: “se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos [...] de modo algum acreditarei” (Jo 20:25). Muitas pessoas passam a crer por meio de evidências. Existe legitimidade em desejar averiguar as evidências a respeito da ressurreição, afinal de contas o Ressurreto se apresentou com “muitas provas incontestáveis” (At 1:3).

        Na contramão desses dois grupos, céticos têm se esforçado para negar a ressurreição corporal de Jesus alegando, por exemplo, que o corpo de Jesus, pós-crucificação, fora lançado numa cova rasa e comido por cães. Essa explicação é apresentada pelo estudioso do Novo Testamento John Dominic Crossan, membro do movimento Seminário de Jesus.[8] Crossan está no centro desta discussão também quando o assunto é o conhecimento ou não, do apóstolo Paulo, da tradição do túmulo vazio. De modo geral, as conclusões dele (e do Seminário) têm sido questionadas, pois pairam suspeitas quanto à metodologia usada nos estudos, pressuposições, motivações e estabelecimento de datas.

      Digno de nota é o fato das pressuposições radicais do Seminário e de Crossan quanto aos milagres narrados nos Evangelhos. Eles partem para a pesquisa rejeitando, injustificadamente, os milagres. Num debate[9] travado com Crossan em 1994, Craig diz que seu interlocutor é um naturalista. Sobre ressurreição dos mortos, aquele estudioso escreveu: “não acredito que alguém, em algum lugar, em algum tempo traga mortos de volta a vida.”[10]

    Tentando demonstrar que a ressurreição corporal de Jesus é a melhor explicação para o túmulo vazio, discutirei a seguir a possibilidade de milagres ocorrerem depois de tecer algumas considerações sobre o método científico, demonstrarei de modo breve que a ressurreição do Nazareno está aberta ao escrutínio crítico e posteriormente suscitarei uma rápida discussão sobre ter o apóstolo Paulo o conhecimento do túmulo vazio.

        Antes de prosseguir, visto que irei insistir na questão do túmulo vazio como fato histórico circundado por evidências bem antigas, torna-se necessário citar e concordar com a seguinte fala do estudioso conservador do Novo Testamento George Eldon Ladd: “o túmulo vazio não despertou a fé na ressurreição de Jesus, nem o faz agora”[11] (Mc 16:8; Lc 24:11, 21). Transcrita essa fala, devo de igual modo ressaltar que a túmulo vazio é um sinal do ato escatológico divino irrompendo no mundo, no tempo e espaço. Pode-se dizer ainda mais, em tom esclarecedor, quanto à importância e o lugar do elemento “túmulo vazio”, lembrando Colin Brown, que “foram os aparecimentos de Jesus que os convenceram; o túmulo vazio foi o corolário corroborativo”[12] (ênfase minha).

O Método Científico Moderno

      Prescindir desse método para determinar se a ressurreição é a melhor explicação, ou não, do túmulo vazio, é uma decisão inteligente. O método científico consiste em apontar algum fenômeno como verdadeiro a partir da repetição do mesmo diante de quem possa assegurar que ele é verdadeiro. Isto deve se dar em um ambiente controlado onde hipóteses possam ser observadas empiricamente.

       Vamos a um exemplo simples da aplicação do método científico: ao chegar a casa, depois do culto matinal, você decide ligar seu aparelho de som e ele não funciona. Nesse instante, você começa a formular hipóteses que possam te fazer entender o que está ocorrendo.

      Hipótese 1 – O som não está conectado a rede de energia elétrica. Ao verificar, você constata que não é essa a razão do não funcionamento do aparelho e, com isso, essa hipótese é negada.

      Hipótese 2 – Está faltando energia elétrica. Ao acionar um interruptor para acionar uma lâmpada, percebe que esse também não é o problema. Desse modo, essa segunda hipótese é refutada.

       Depois de levantar essas hipóteses você se depara com o fato da não solução do problema. Porém, entendendo ou não, o método científico fora aplicado por você frente a essa situação doméstica.

      É evidente que submeter a ressurreição de Cristo a esse método é algo impensável, pois ela é um acontecimento histórico único, singular… um milagre. Para muitos, o que não passa pelo crivo do método científico deve ser rejeitado. Ora, não é o método científico a única maneira de se provar alguma coisa. Caso fosse, como poderia eu provar que hoje estive no trabalho? O método científico é ineficaz quando o assunto é provar ou não questões relativas a eventos e pessoas históricas.

       A impossibilidade de se provar a verdade da ressurreição por meio desse método não é suficiente para caracterizá-la como um mito. Na verdade, com essa incapacidade de reter em um ambiente controlado o fenômeno da ressurreição, e de vê-lo se repetir, o método científico moderno se mostra limitado para averiguá-la. A alternativa então é a de uma análise sobre o fenômeno como um acontecimento histórico. Partindo desse pressuposto, e amparados pelas evidências, é possível concluir que o túmulo está vazio exatamente porque Jesus, muito provavelmente, ressuscitou ao terceiro dia.

      A irracionalidade em se negar a ressurreição de Cristo como um fato estabelecido por não poder submetê-lo ao método científico moderno consiste em ser aquele fenômeno, um milagre, conforme dito anteriormente. Milagres não podem ser enquadrados em um laboratório e manipulados pelos cientistas. Eles acontecem e pronto.

Milagres Ocorrem?

    O filósofo judeu panteísta Benedito Spinoza (1632-1677) argumentou serem as leis naturais imutáveis. Não há como interrompê-las, portanto milagres são impossíveis, pois a natureza “guarda uma ordem fixa e imutável”. A visão de Spinoza sobre o universo é fechada. Por isso, a ressurreição, por exemplo, adversa às leis naturais conhecidas, não pode ter ocorrido. Pesa contra o argumento de Spinoza o fato de que as evidências favoráveis a um único começo do universo de tempo-espaço a partir do nada se avolumam. Se assim for, estamos diante de um milagre? Geisler & Turek comentam: “A própria criação em si demonstra que as leis não são imutáveis. Uma coisa não surge naturalmente do nada. Mas aqui estamos todos nós.”[13] Se é assim, Spinoza está superado quanto sua crença de que os milagres, por definição, são impossíveis.

Outro cético, o filósofo David Hume, escreveu:

      Um milagre é uma violação das leis da natureza; e como uma experiência constante e inalterável estabeleceu estas leis, a prova contra o milagre, devido à própria natureza do fato, é tão completa como qualquer argumento da natureza que se possa imaginar. Por que é mais do que provável que todos os homens devem morrer; que o chumbo não pode por si mesmo permanecer suspenso no ar; que o fogo consome a madeira e que, por sua vez, a água o extingue; a não ser que estes eventos estão de acordo com as leis da natureza, e que é preciso uma violação destas leis, ou em outras palavras, um milagre, para impedi-los? Nada é considerado um milagre se ocorre no curso normal da natureza. Não é um milagre que um homem, aparentemente de boa saúde, morra subitamente, pois verifica-se que tal gênero de morte, embora mais incomum que qualquer outro, ocorre frequentemente. Mas é um milagre que possa ressuscitar, porque isto nunca foi observado em nenhuma época e em nenhum país. Portanto, deve haver uma experiência uniforme contra todo evento miraculoso, senão o evento não mereceria esta denominação.[14]
Hume também nega o milagre porque este contraria as leis da natureza. Porém, ele nega a uniformidade da natureza e torna-se contraditório. John Lennox, matemático de Oxford, escreve: “Não se pode predizer o futuro com base na experiência do passado,diz Hume (ênfase minha).”[15] Lennox explica dando o exemplo da ressurreição.

        Suponhamos que Hume esteja certo: que nenhum homem jamais deixou sua sepultura ao longo de toda a história da Terra até o presente; então, pela própria argumentação dele, Hume não pode ter certeza de que um morto não possa ressuscitar amanhã. Sendo assim, ele não pode excluir o milagre.[16]
Acrescentemos contrariamente ao argumento da inalterabilidade das leis naturais o fato de estarmos quase a todo tempo vencendo a lei da gravidade? Se os humanos podem vencer leis naturais, muito mais Deus.
Pensando ainda no que disse Hume, vale ressaltar que o que ocorre costumeiramente na natureza não pode ser considerado milagre. Mas, se algo acontece fora do curso normal da natureza, é um milagre, então, por isso, não deve ser corrente. A fraqueza do argumento antimilagres consiste no fato de que ele não leva em conta que os fatos históricos são particulares e únicos e que não necessitam, obrigatoriamente, de uma correspondência com uma experiência passada para serem admitidos como reais. Logo, esperar por analogias contemporâneas da ressurreição, por exemplo, é uma perda de tempo.

          É evidente que estudiosos como Spinoza e Hume não contam com o teísmo, daí a explicação de suas crenças. Mas, de acordo com Antony Flew, “se aceitamos o fato de que há leis, então temos de aceitar que existe alguma coisa que impõe essa regularidade ao universo”.[17] Na mesma página, ele continua, citando um filósofo de Oxford chamado John Foster: “é racionalmente justificada nossa conclusão de que é Deus – o Deus explicado pelos teístas (ênfase minha) – que cria as leis, impondo as regularidades ao mundo.”
Estariam os milagres, no debate científico contemporâneo, descartados? Para Lennox “não há nenhuma objeção científica, em princípio, à possibilidade de milagres.”[18]

          O erro de alguns céticos consiste no fato de eles pensarem apriorísticamente quando não admitem os milagres como acontecimentos possíveis. Toda decisão tomada a priori é um suicídio intelectual. Não é porque se é naturalista que alguém deva determinar como improvável um milagre, pois, fazendo isso, temos uma caracterização de especulação filosófica que vira as costas pra a investigação histórica e nada mais.
Bernard Ramm comenta a abordagem naturalista nos seguintes termos:

            Se a questão girar em torno da existência do sobrenatural, mui obviamente tal abordagem fez da conclusão a sua premissa maior. Em suma, antes da crítica realmente começar, o sobrenatural já foi eliminado. E terá de desaparecer totalmente. Portanto, a conclusão não será resultante de um estudo feito com a mente aberta acerca do sobrenatural, e, sim, uma conclusão determinada dogmaticamente, por parte de uma metafísica antisobrenatural. Sobre qual outra base poderiam os críticos anular completamente (destaque do autor) o elemento sobrenatural em um documento que, reconhecidamente, reveste-se de valor histórico.[19]

       É importante que o pesquisador não alije do contexto histórico a ressurreição de Cristo por causa de seus pressupostos que de maneira alguma estão propensos à inflexibilidade. Frente às surpresas no processo investigativo, o historiador crítico sério não concebe nada como impossível mesmo que suas convicções sejam confrontadas. Não é tarefa dos estudiosos aproximarem-se da história com vistas a construí-la partindo de noções preconcebidas. São as melhores evidências que devem norteá-lo em seu trabalho.
O teólogo alemão Rudolf Bultmann, que reduziu a ressurreição de Cristo a uma experiência existencial dos discípulos, concorda com esse tipo de comportamento. Para ele “… o historiador certamente não goza de licença para pressupor os resultados de suas pesquisas”[20]. É aqui que os eruditos da Alta Crítica, por exemplo, tropeçam quando analisam o Pentateuco e determinam que o mesmo não foi escrito por Moisés. Eles desprezam evidências arqueológicas e históricas favoráveis a uma autoria mosaica do Pentateuco exatamente por causa de pressupostos filosóficos e, por isso, acaba por fazer do Pentateuco uma colcha de retalhos.

         O método usado na formulação de uma teologia do Novo Testamento pelos críticos radicais é chamado histórico-crítico. Seus critérios, propostos pelo sociólogo Ernest Troeltsch, são os seguintes: crítica, analogia e correlação. O primeiro diz que todas as declarações históricas deverão ser analisadas quanto ao seu conteúdo de verdades históricas. O segundo, ligado ao primeiro, advoga que o mundo é um sistema fechado e o que não acontece hoje também não pode ocorrer outrora. Esse é o padrão para julgar a realidade dos eventos no passado. No caso do terceiro, os eventos históricos estão subordinados à lei de causa e efeito e, o que não derivar dessa lei, não poderá ser considerado confiável do ponto de vista histórico.[21] Decorrente do uso desses critérios, as experiências de milagres que não ocorrem hoje não ocorreram na história. Visto não existir na experiência contemporânea ressurreições, falta sentido advogar que um morto tenha ressuscitado no passado. Estamos diante de uma perspectiva da natureza da história como mecanicista e positivista. George Eldon Ladd crítica esse método: “o método histórico-crítico não é um método adequado para interpretar a teologia do Novo Testamento, isso porque suas pressuposições limitam suas averiguações (ênfase minha) até à exclusão da mensagem bíblica central.”[22]

A Investigação Crítica

          É irracional a alegação de alguns céticos que a aceitação da ressurreição de Cristo sugere um salto no escuro e a adesão a uma crença que se opõe às evidências e à razão. Lucas, por exemplo, era um homem da ciência, pois ele era médico (Cl 4:14). Também é sabido, devido às conclusões de estudiosos, que ele era grego de boa educação e de boa formação. Isso é observável quando se analisa o seu estilo literário. Para os eruditos imparciais Lucas também pode e deve ser considerado um excelente historiador. Algumas descobertas arqueológicas têm demonstrado a precisão das informações lucanas no Evangelho e em Atos. Este escritor canônico revela uma responsabilidade insuspeita em narrar os fatos que envolveram o ministério terrenal de Jesus Cristo quando ele diz: “eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo…” (Lc 1:3). É importante destacar a palavra “cuidadosamente” nesse momento. Aqui, ele usa a palavra grega akribôs que significa “acuradamente”, indicando que a pesquisa foi feita de maneira meticulosa. Em Atos 1:3, falando sobre a ressurreição de Cristo, ele escreve: “… deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo.” Dessa referência devemos destacar a frase “muitas provas indiscutíveis”. A palavra grega que ele usa, étekmerion, significa, em lógica, “prova demonstrativa”, e na linguagem médica, “evidência demonstrativa.”[23]

        A observação do uso dessas palavras gregas por Lucas, fato que depõe favoravelmente a ele quanto à certeza de uma narrativa precisa, leva facilmente à aceitação de que a crença da igreja primitiva na ressurreição de Cristo era fundamentada em acontecimentos reais e, portanto, históricos. Os discípulos, por vezes, são acusados pelos críticos de serem possuidores de uma cosmovisão mítica e, por conta disso, serem capazes de construir o mito da ressurreição de Cristo. Este tipo de compreensão sobre a visão de mundo dos discípulos e das pessoas do primeiro século faz delas sujeitos ingênuos e até ignorantes. Mas, uma breve análise de algumas passagens bíblicas mostra-nos que os discípulos não eram assim tão ingênuos como supõem os críticos. Vejamos: 1 – Pedro dizia que eles não seguiam fábulas construídas pelos homens de maneira engenhosa (2 Pe 1:16). 2 - No Areópago, o discurso paulino sobre a ressurreição de Cristo chocou os ouvintes (At 17:16-34). Por qual razão os ouvintes de Paulo escarneceram dele quando ele falou sobre a ressurreição? 3 – Quando Tomé manifesta uma “incredulidade” sobre a notícia da ressurreição de Cristo ele está dando algum sinal de ingenuidade? Quando ele fala em ver e em tocar no sinal dos cravos, ele está mostrando ser tão primitivo assim como gostam de afirmar os críticos? Acreditando num pseudo primitivismo dos discípulos, os críticos reduziram a ressurreição de Cristo, crida objetivamente por seus seguidores, em uma experiência existencial e ahistórica. Porém, parece que as evidências demonstram estarem errados.

       Os critérios históricos a serem usados para examinar a ressurreição de Cristo como sendo ou não a explicação mais plausível para o túmulo encontrado vazio naquele domingo de Páscoa devem ser os mesmos adotados para a análise de outros eventos históricos passados. A busca por evidências que satisfaçam um enfoque adequado e a sustentabilidade dos fatos pleiteados indicam critérios que atestam a plausibilidade da ressurreição de Cristo. Por eles é possível estabelecer um argumento histórico sólido sobre a ressurreição.

         Estudiosos defensores da ressurreição de Cristo como sendo um acontecimento histórico aberto à investigação crítica creem existir evidências suficientes para corroborá-la. Por uma abordagem historiográfica interessada nas evidências, pode-se concluir ser a mesma a melhor explicação para o túmulo vazio. Por uma atitude crítica, um crítico histórico pode perfeitamente examinar as testemunhas, atestar a morte por crucificação, analisar todo o processo de sepultamento e ratificar todas as afirmações de que Jesus Cristo ressuscitou e que o túmulo não estava mais ocupado e sim vazio. Para esse corpo de evidência histórica, a ressurreição de Jesus Cristo é a explicação mais provável e plausível. Vejamos o caso da tumba vazia e o uso de um critério de historicidade[24] chamado atestação múltipla.

         Também denominado de “corte transversal” e “múltipla confirmação”, o critério atestação múltipla é explicado assim por Craig: “o fato é relatado em múltiplas fontes primárias da época em que se alega que ele ocorreu e que não dependam umas das outras nem de uma fonte comum.”[25] Um exemplo com múltipla atestação são as palavras de Jesus sobre o pão e vinho na Última Ceia (Mc 14:22-25; 1ª Co 11:23-26; Jo 6:51-58). Outro exemplo são as palavras de Jesus a respeito da lâmpada que aparecem em Mc 4:2,  Mt 5:15 e Lc 11:33 [=Q[26]]. No que tange a fontes antigas e independentes relacionadas ao túmulo vazio temos a fonte de Marcos, Mateus e João apresentam o caso a partir de fontes distintas, Atos (2:29, 13:36) e Paulo na apresentação do antiquíssimo credo descrito em 1ª Coríntios 15:4. Tanto Craig como Geisler & Turek, informam que Gary Habermas numa revisão do estado da arte, pesquisou mais de 2.200 publicações em inglês, francês e alemão sobre a ressurreição de Jesus de Nazaré e descobriu que 75 por cento dos pesquisadores veem a narrativa do sepulcro vazio como histórica.

        Digno de nota nesse instante é o fato que no debate sobre a historicidade da ressurreição de Jesus Cristo, crer ou não que o apóstolo Paulo tinha o conhecimento do túmulo vazio faz muita diferença.
 Estudiosos que negam a ressurreição como um fato histórico afirmam que o apóstolo desconhecia qualquer antiga narrativa de um túmulo vazio. Os eruditos J. M. Borg e John Dominic Crossan afirmam: “Paulo não enfatiza um túmulo vazio. Pelo contrário, ele baseia sua confiança na ressurreição de Jesus, nas aparições de Jesus aos seus seguidores e, em última instância, no que ele próprio, Paulo, entende como visões.”[27]Crossan ainda diz:

        As narrativas do sepultamento e ressurreição foram recente criação ilusória de fatos que se desejaria fossem realidade. O cadáver de Jesus seguiu o caminho dos corpos de todos os criminosos abandonados: provavelmente coberto apenas com refugo, vulnerável aos cães selvagens que vagavam a terra devoluta das áreas de execução.[28]

         Assim, as narrativas do túmulo vazio não passam de acréscimos aos textos evangélicos. Ou seja, são lendas inseridas no contexto da fé e que o apóstolo Paulo não tinha conhecimento sobre nenhuma tumba vazio. No entanto, é possível encontrar pistas apontando para o fato de que o apóstolo Paulo conhecia o túmulo vazio.

          A metodologia que Crossan usa nos estudos dos textos evangélicos para determinar o que é “autêntico” ou não, traz em seu bojo o descarte imediato de toda profecia e todo milagre. Ou seja, o antissobrenaturalismo faz parte do escopo metodológico e essa realidade compromete suas análises, pois, apriorísticamente, a ressurreição corporal de Jesus não deve ser levada em conta, mas preterida.

       O problema nesse cenário é que Crossan e outros estudiosos (historiadores e teólogos) em suas pesquisas aproximam-se de seu objeto de estudo repletos de preconceitos não históricos, mas filosóficos. Noutras palavras, são as convicções metafísicas que determinam os resultados “históricos” e não os fatos, as evidências. Se o naturalista continuar a negar um mundo teísta não haverá conjunto de provas que o convença da plausibilidade da ressurreição de Jesus Cristo. Com essa tendência metodológica a ressurreição de Jesus não pode ser outra coisa que não um mito. Citando Wolfhart Pannenberg, Alister McGrath escreve: “o fato decisivo na determinação do que aconteceu no primeiro dia da Páscoa é a evidência contida no Novo Testamento, e não as teorias dogmáticas e efêmeras dos estudiosos acerca da natureza da realidade.”[29]

Mas, Paulo sabia alguma coisa sobre o túmulo vazio?

Paulo e o Túmulo Vazio

        Um dos acontecimentos históricos mais veementes que favorece a aceitação da ressurreição corporal de Jesus Cristo é a transformação de Saulo. Sua conversão dificilmente pode ser explicada por alguma teoria naturalista. Falar sobre Paulo e o túmulo vazio é importante porque as cartas paulinas foram escritas muito cedo, por exemplo: Romanos foi escrita entre 55-58 d.C. e 1ª Coríntios foi escrita em 56 d.C. Com essas datas temos entre 26 e 28 anos de distância entre a escrita delas e a condenação, crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ou seja, do ponto de vista histórico temos uma distância cronológica ínfima. Alguns pesquisadores têm compreendido que a afirmação “ressuscitou ao terceiro dia” de 1ª Coríntios 15:1-8 é uma prova de que Paulo conhecia o túmulo vazio. Leiamos.

        Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.

       Essa Escritura, segundo estudiosos como Gary Habermas, Bem Whiterington III e Wlfhart Pannenberg, é um antigo credo cristão. Hanegraaff diz que “os estudiosos de todos os naipes concordam que este credo pode ser datado de três a oito anos da própria crucificação.”[30] Observe: três a oito anos, uma data recuadíssima! William Lane Craig comenta: “essa tradição provavelmente foi transmitida a ele (Paulo) o mais tardar na época de sua visita a Jerusalém, em 36 d.C. (Gl 1:18), se não antes, em Damasco.”[31] Simon Kistemaker explica: “as palavras recebi e entreguei são termos técnicos que indicam os elos individuais na corrente da tradição (transmissão de um depósito sagrado).”[32] As provas técnicas[33] de que tal escritura trata-se de um antigo credo são as seguintes:

        As palavras entreguei e recebi são termos descritivos do tratamento rabínico da tradição santa, indicando que esta é uma tradição santa recebida por Paulo;

         Várias frases primitivas e antigas, pré-paulinas, são usadas (“os doze”, “ao terceiro dia”, “foi visto”, “pelos nossos pecados”, “ressuscitou”). Estas frases são judias e primitivas;

O estilo poético é hebraico;

       O aramaico Cefas é usado; este era um modo antigo de referir-se a Pedro.
Esta declaração é um credo por causa de sua forma aramaica primitiva, afirmam estudiosos. Muito possivelmente era usada nos cultos em forma de cântico. O fator importante que este antigo credo cristão citado por Paulo traz à baila é que o evangelho paulino não se baseia numa revelação espiritual apenas, mas em eventos históricos sólidos. Paulo deixa claro que seu ensino é oriundo de uma tradição recebida e ele a reproduz  sem nenhum questionamento.

         Aos que levantam a hipótese de que a ressurreição uma invenção da igreja primitiva, é bom lembrar não ter havido tempo para a igreja inventar uma história como a da ressurreição, pois mitos e lendas, para serem construídos, requerem pelo menos duas gerações para ornarem os fatos históricos e, como já foi dito, o antigo credo cristão dista 3 a 8 anos da crucificação, morte e ressurreição. A sociologia e a antropologia têm defendido que as comunidades são mais receptivas do que criativas.[34] Portanto, conjecturar que a comunidade cristã primitiva vivia inventando coisas a respeito do Jesus histórico é uma tolice.

         Mas, onde está o túmulo vazio no credo? Já foi dito que está no versículo 4: “foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia”. Quando o apóstolo diz “foi sepultado” (etaphe) ele está demonstrando ter (ou isso é subentendido) conhecimento do túmulo vazio. Além dos escritores dos Evangelhos, apenas Paulo menciona esse fato. Em Atos 13:29 ele declara: “depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um sepulcro.” Na tumba o corpo de Jesus Cristo descansava. Seu sepultamento é consequência de sua morte e prenúncio de sua ressurreição. Por lá ficou por curto espaço de tempo e o próprio apóstolo afirma ter ele “ressuscitado”.

          Craig responde à possibilidade de alguém questionar se o sepultamento referido por Paulo é o mesmo realizado por José de Arimatéia. Ele propõe o seguinte quadro comparativo: 

1ª Co 15:3-5
At 13:28-31
Mc 15:37 – 16:7
Cristo morreu…
Embora não tenham encontrado um motivo para uma sentença de morte, pediram que Pilatos o matasse.
Jesus, dando um alto brado, expirou
Foi sepultado…
Eles tiraram seu corpo da cruz e o sepultaram em um sepulcro.
Este (José), comprando um pano de linho, tirou o corpo da cruz, envolveu-o no pano e colocou-o num sepulcro aberto na rocha.
Ressuscitou…
Mas Deus o ressuscitou dos mortos…
“Ele ressuscitou! Não está aqui. Este é o lugar onde o puseram.”
Apareceu…
… e por muitos dias ele apareceu para aqueles que tinham vindo com ele da Galiléia para Jerusalém, e eles são agora suas testemunhas para o povo.
“Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia. Ali o vereis, como ele vos disse.”

Por William Lane Craig[35]

Craig comenta:

       Essa incrível correspondência entre tradições independentes é uma prova de que a fórmula de quatro linhas transmitida a Paulo é uma síntese ou esboço dos acontecimentos básicos da paixão e ressurreição de Jesus. Incluindo seu sepultamento em um sepulcro.[36]

          Paulo entende essa ressurreição como tendo sido corporal ou espiritual?  A conexão entre os verbos “sepultar’ e “ressuscitar” no conjunto da frase não pode indicar o sepultamento do corpo e uma ressurreição espiritual como defendem alguns. No contexto Paulo fala nos versículos 35 e 44 de soma, “corpo físico” em grego, que será transformado pelo Espírito Santo tornando-se apropriado para entrar na vida eterna e para experimentar a imortalidade. A expressão “ao terceiro dia” também sustenta uma ressurreição corporal. Provavelmente, temos uma referência à experiência das mulheres que ao terceiro dia foram à tumba e encontraram-na vazia (Mt 28:1-10; Mc 16:1-8; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10).

       O estudioso do Novo Testamento, Bart D. Ehrman, teólogo liberal e agnóstico, afirma que para Paulo a ressurreição de Jesus foi física:

        Paulo quer lembrar a seus seguidores que, de fato, Jesus, real e fisicamente, foi erguido dentre os mortos. Paulo [...] insiste em que a doutrina da ressurreição tem a ver com uma verdadeira ressurreição física. Jesus não foi erguido apenas espiritualmente.[37]

        Além de 1ª Coríntios 15:4, 35 podemos ver também em Romanos (uma epístola paulina bastante antiga) que o apóstolo tinha a informação de que o túmulo estava vazio. No capítulo 8 versículo 11 ele diz: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também os vossos corpos mortais…” Observe que nesse verso o escritor comunica aos seus interlocutores que eles poderiam ter a esperança de que seriam vivificados da mesma maneira que foi quando Jesus ressuscitou.

           Tal esperança incluía uma transformação de seus corpos mortais. O uso do advérbio “também” indica que do mesmo modo como aconteceu com o corpo de Jesus em sua ressurreição assim iria acontecer com os corpos deles. Ora, se os cristãos terão seus corpos mortais vivificados porque o de Jesus passou por tal experiência é evidente que o apóstolo tinha o conhecimento de que o túmulo de Jesus Cristo estava vazio, pois é um contrassenso falar de um corpo mortal vivificado e pensar que tal corpo ainda jaz na sepultura.

        Como Paulo fala de uma ressurreição corporal de Jesus, torna-se óbvia a conclusão que ele sabia de um túmulo vazio deixada para trás. Paulo conhecia o sepulcro vazio e tal conhecimento descansa em uma realidade histórica atestada por um o antigo credo cristão que “pode ser rastreado até às fases formativas da primeira igreja cristã.”[38]Está claro no escritos paulinos que o apóstolo por diversas vezes ocupa-se com a transmissão de informações históricas. E mais, em alguns casos, estas informações são frequentemente reconhecidas pelos estudiosos como sendo mais antigas que os próprios escritos dele (vide Rm 1:3-4; 1ª Co 11:23ss, 15:3-8; Fp 2:6-11; Cl 1:15-18; 1ª Tm 3:16; 2ª Tm 2:8).

Conclusão

         Vimos que o Novo Testamento é marcado pela ressurreição de Jesus Cristo de Nazaré. Os primeiros cristãos não tinham dúvidas quanto a esse evento ter ocorrido na história e na dimensão espaço-tempo. Para eles, Deus operara esse milagre. O sepulcro vazio, um fato estabelecido e independente, cuja sustentação descansa no relato histórico do sepultamento, trabalhado aqui de modo breve, é um dado histórico que nos põe frente a frente com a necessidade de considerar a ressurreição do Nazareno como “um evento em que o mundo de Deus fez interseção com o mundo do tempo e do espaço.”[39]Existem outros argumentos históricos específicos a favor da ressurreição que consubstanciam a conclusão dessa pesquisa. Refiro-me às aparições de Jesus, ao fato das mulheres serem as portadoras da notícia da tumba vazia e as origens da fé cristã. Todos eles são fatos independentes e estabelecidos.[40]

        Outro argumento brota em minha memória nesse instante e, para fechar essa breve pesquisa, cito-o e comento-o.

              Um testemunho histórico poderoso em favor da ressurreição de Cristo é dado exatamente por seus inimigos. Trata-se da não refutação objetiva, inquestionável e conclusiva deles em relação à afirmação dos discípulos de que Jesus Cristo ressuscitara. Isso é um fato histórico. Por qual razão os judeus e os romanos foram incapazes de apresentar refutações diretas e fulminantes? Por qual razão eles ficaram silentes? Por qual razão eles usaram de perseguições, martírios e ameaças para tentar frear o avanço do cristianismo quando uma simples apresentação do corpo de Jesus Cristo resolveria o caso? Bom, o fato é que eles nada puderam provar, nem mesmo usando a mentira do roubo do corpo de Cristo. O silêncio deles tornou-se num argumento histórico tão poderoso quanto o testemunho dos apóstolos sobre a ressurreição de Jesus Cristo.

Por Pr Zwinglio Rodrigues


[1] Jesus Cristo não morreu na cruz, mas apenas desmaiou.
[2] Os discípulos roubaram o corpo de Cristo. Esta teoria remonta ao Novo Testamento (Mt 28:13) e foi debatida também no período patrístico quando Orígenes se opôs ao pagão Celso.
[3] As aparições de Jesus não passaram de alucinações das pessoas que disseram ter visto Jesus ressuscitado.
[4] As mulheres e todos os que vieram depois delas estiveram no túmulo errado.
[5] Será lançado ainda nesse primeiro semestre de 2013 o livro A Ressurreição do Filho de Deus do Dr. N.T. Wright pelas editoras Academia Cristã/Paulus. Será um calhamaço de 1100 páginas.
[6] No caso do Dr. Craig são vários os títulos em português que abordam a questão. Dentre eles está Em Guarda: defendendo a fé cristã com razão e precisão, publicado pela editora Vida Nova.
[7] apud MCDOWELL, Josh. Evidências da Ressurreição de Cristo. São Paulo: Editora Candeia, 1994, p.35.
[8] Trata-se de uma coalizão de eruditos, criada em 1985, que decidiu empreender esforços para reduzir à insignificância o Jesus Cristo bíblico. O seu fundador foi Robert Funk, um ateu. Para ele, Jesus provavelmente seria o primeiro comediante judeu. Ao lado de Funk, surge, como cofundador do Seminário de Jesus, John Dominic Crossan, um destacado teólogo que tem se esforçado por levar a doutrina da ressurreição corporal de Cristo à ruína. Geisler & Turek informa que alguns membros do Seminário de Jesus não são nem estudiosos como no caso de um deles que é produtor de cinema.
[9] PAUL, Copan (editor). O Jesus dos Evangelhos: mito ou realidade? / Um debate entre William Lane Craig, John Dominic Crossan. Tradução de Emirson Justino. São Paulo: Vida Nova, 2012.
[10] CROSSAN, John Dominic. Jesus: uma biografia revolucionária. Tradução Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Imago, 1995, p. 107.
[11] apud COENEN, Lothar; BROWN, Colin (orgs.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Tradução: Gordon Chown. 2 ed. Vol. 2. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2093.
[12]  ibidem, p. 2089.
[13] GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006, p. 152.
[14] HUME, David. Investigação Acerca do Entendimento Humano (versão para e-book). Edição Acrópole. Tradução: Anoar Aiex, 2006.
[15] LENNOX, John C. Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2011, p. 274.
[16] Idem, p. 275.
[17] FLEW, Antony. Deus Existe: as provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada. Tradução de Maria Marques Martins. São Paulo: Ediouro, 2008, p. 81.
[18] LENNOX, John C. Op. cit., p. 288.
[19] apud MCDOWELL, Josh. Evidência que Exige um Veredito: evidência histórica da fé cristã. São Paulo: Editora: Candeia, 1997, vol. 2, p. 28.
[20] ibidem, p.36.
[21] GREIDANUS, Sidney. O Pregador Contemporâneo e o Texto Antigo: interpretando e pregando literatura bíblica. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
[22] ibidem, p. 55.
[23] RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 194.
[24] Para maior aprofundamento quanto a critérios de autenticidade consultar MEIER, John Paul. Um Judeu Marginal: repensando o Jesus histórico. Tradução de Laura Rumchinsky. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
[25] CRAIG, William Lane. Em Guarda: defenda a fé cristã com razão e precisão. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 217.
[26] Hipotética fonte (além de Marcos) usada por Mateus e Lucas para a composição dos Evangelhos que levam seus nomes. Denomina-se Q devido seu nome em alemãoQuelle (fonte).
[27] BORG, Marcus. J.; CROSSAN, John. D. Última Semana: um relato detalhado dos dias finais de Jesus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 253.
[28] HANEGRAAFF, Hank. Ressurreição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 46.
[29] MCGRATH, Alister. Apologética Cristã no Século XXI: ciência e arte com integridade. São Paulo: Editora Vida, 2008, p. 221.
[30] HANEGRAAFF, Hank. Op. cit.,  p. 56.
[31] CRAIG, William Lane. Op. cit., p. 246.
[32] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: 1 Coríntios. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 546.
[33] MCDOWELL, Josh e WILSON, Bill. Ele Andou Entre Nós: Evidências do Jesus Histórico. Candeia: São Paulo, 1995, p. 150.
[35] CRAIG, William Lane. Em Guarda: defendendo a fé cristã com razão e precisão. Tradução de Maria K. A. de Siqueira Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 247.
[36] ibidem, p. 248.
[37] EHRMAN, Bart D. O Problema com Deus: as respostas que a Bíblia não dá ao sofrimento. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 210.
[38] HANEGRAAFF, Hank. Op. cit., p. 56.
[39] LADD, George Eldon apud COENEN, Lothar; BROWN, Colin (orgs.). Op. cit., p. 2094.
[40] Consultem os livros de referência citados aqui que ocupam-se em defender a historicidade da ressurreição de Cristo.


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Item Reviewed: A Ressurreição de Jesus Cristo: Um Fato Histórico na Dimensão Espaço Rating: 5 Reviewed By: Gabriel Orcioli