O QUE É A REAL?
A maioria das pessoas parece enxergar a Real como uma espécie de estilo de vida firmado nos alicerces do desenvolvimento pessoal e da lida com mulheres. Ainda dentro desta grande maioria, há uma fatia enorme dos que acreditam se tratar de uma ideologia e, até mesmo, de um movimento social. Há, é claro, alguns que entendem como uma filosofia, como uma forma de enxergar o todo, porém, ainda submersos em erros crassos (apesar de compreensíveis). Certa vez, ao conversar com alguns colegas sobre a Real, ouvi as seguintes definições:
• "Estilo de vida capaz de ampliar e facilitar a vida social"
• "uma filosofia de vida que permite enxergar tudo de forma clara e sem máscaras"
• "Uma forma de lidar com as armadilhas de relacionamentos, sendo capaz de evitar prejuízos"
• "Algo que começa com a percepção do chamado "lado obscuro da mulher" e, depois, leva à percepção da realidade sobre mídia,
sociedade e tudo mais"
• "Um fenômeno social moderno que tenta, por meio de explicações, alertar os homens sobre a dinâmica dos relacionamentos atuais e suas complicações"
A maioria das pessoas parece enxergar a Real como uma espécie de estilo de vida firmado nos alicerces do desenvolvimento pessoal e da lida com mulheres. Ainda dentro desta grande maioria, há uma fatia enorme dos que acreditam se tratar de uma ideologia e, até mesmo, de um movimento social. Há, é claro, alguns que entendem como uma filosofia, como uma forma de enxergar o todo, porém, ainda submersos em erros crassos (apesar de compreensíveis). Certa vez, ao conversar com alguns colegas sobre a Real, ouvi as seguintes definições:
• "Estilo de vida capaz de ampliar e facilitar a vida social"
• "uma filosofia de vida que permite enxergar tudo de forma clara e sem máscaras"
• "Uma forma de lidar com as armadilhas de relacionamentos, sendo capaz de evitar prejuízos"
• "Algo que começa com a percepção do chamado "lado obscuro da mulher" e, depois, leva à percepção da realidade sobre mídia,
sociedade e tudo mais"
• "Um fenômeno social moderno que tenta, por meio de explicações, alertar os homens sobre a dinâmica dos relacionamentos atuais e suas complicações"
As definições acima refletem não somente a opinião destes colegas, mas também a visão que a maioria das pessoas tem da Real. Porém, se analisarmos estas definições de modo imparcial, livre das paixões que costumam acometer a maioria destes membros, que compreensivelmente se sentem fortemente comprometidos com a Real devido à necessidade humana de sentir que faz parte de algum grupo ou movimento, poderemos concluir que estão apenas parcialmente corretas. Em alguns casos, podemos dizer que estão corretas em um caráter prático e baseado no que muitos tem uma necessidade comum. Em tantos outros, talvez nem sempre poderíamos dizer que estão corretas no tal caráter prático. Vamos tomar primeiramente como exemplo a afirmação de que a Real é um estilo de vida capaz de melhorar a vida em sociedade. Para facilitar a análise, dividiremos a afirmação em duas partes:
1. É um estilo de vida
2. É capaz de melhorar a vida em sociedade
O que é estilo de vida? Segundo definição da Wikipedia: (Nota 1:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_de_vida )
"Estilo de vida é uma expressão moderna que se refere à
estratificação da sociedade por meio de aspectos comportamentais, expressos geralmente sob a forma de padrões de consumo, rotinas, hábitos ou uma forma de vida adaptada ao dia-a-dia. Sua determinação entretanto não foge às regras da formação e diferenciação das culturas: a adaptação ao meio ambiente e aos outros homens. Estilo de vida é a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivenciam o mundo e, em consequência, se comportam e fazem escolhas. Mas isso é só uma parte do que define um estilo de vida."
À partir desta referência, podemos concluir que a Real passa a ser, de fato, um estilo de vida para aqueles que são capazes não só de entendê-la, mas também vivê-la. Entretanto, é necessário chamar a atenção para a palavra "entender". Muitos acreditam viver a Real, porém, não a entendem suficientemente para viver uma
verdadeira Real. Estes levam somente um estilo de vida baseado em "palavras de ordem" coletadas dos espaços virtuais da Real, onde membros se encontram e costumam pregar aquilo que mal entenderam (alguns, apenas ignorantes bem-intencionados,
e outros, abutres oportunistas em busca de reconhecimento e
seguidores). Temo que a maioria das pessoas que acredita viver a Real está somente se iludindo, vivendo, na verdade, algo que seria bem contraditório ao que é a Real. Não podemos chamar essa ilusão causada pelo mau entendimento da Real como
"estilo de vida da Real", mas ainda podemos chamar de um estilo de vida. Um estilo de vida baseado em "achismos" acerca da Real. Como a maior parte das pessoas envolvidas com a Real vive este mal entendido e acredita que é, de fato, a Real, considero esta definição (de "a Real é um estilo de vida capaz de melhorar a vida
em sociedade") ambígua. Devido à ambiguidade dessa definição, independentemente do entendimento que alguém possa ter sobre a Real, podemos considerar que em ambos os casos
(entendimento certo ou errado) a Real pode ser um estilo de vida. Passemos, então,para a segunda parte da definição.
Será que a Real pode tornar mais fácil a vida em sociedade? Para responder a essa pergunta, se faz necessário analisar cada fator. Por exemplo, uma pessoa que não consegue entender e internalizar a Real, possivelmente se dará mal, pois,
invariavelmente a usará de forma incorreta. Não raro, poderá ser vista como louca, revoltada, frustrada, infeliz. Porém, se bem entendida e internalizada, ela é bem capaz de facilitar a vida em vários aspectos. Podemos até mesmo ir além e afirmar
que, se bem entendida, e vivida de forma honesta, também é capaz de elevar o que há de melhor dentro de cada individuo.
Veja, por exemplo, a atitude de um "juvena da Real", com toda sua revolta com o mundo, frustração e misoginia com mulheres, uso da misantropia como defesa vitimista e, é claro, pessimismo. Poderiamos dizer honestamente que a Real está fazendo bem para ele? É claro que não. Qualquer um que diga que este tipo está
"liberto da matrix" ou "salvo" de qualquer coisa, está sendo um fanático cego ou desonesto. Este tipo de revoltado não foi salvo de nada. Ele apenas está se travestindo de forte, enquanto se tranca em seu quarto. Toda sua frieza, insensibilidade, ceticismo e revolta nada mais são do que uma armadura fabricada pelo próprio medo. É somente um covarde que cava a própria cova e se enterra vivo
por acreditar que, dessa forma, estará protegido de todos os males do mundo. Nas ocasiões inevitáveis de contato com o mundo externo, age de forma infantil e grosseira, acreditando que, dessa forma, está passando para o mundo uma imagem de homem maduro, decidido, seguro, forte. Em sua necessidade mórbida de ser notado como um macho alfa, o juvena é bem capaz de destratar, dizer idiotices publicamente, magoar familiares e muitas outras coisas capazes fazer um belo estrago em sua vida e reputação (em alguns casos, esse estrago pode ser
permanente). Justamente pelo seu mal entendimento da Real, ele não tem a sensatez necessária para enxergar aquilo que é óbvio até mesmo para uma ameba. Pelo contrário. Quanto mais este tipo se afundar na própria merda, mais ele acreditará que é um rei em um mundo de tolos, dizendo para todos que está buscando o
desenvolvimento pessoal e usando sempre a mesma desculpa para suas cagadas: "Meti a Real!". Este tipo se esquece que um rei em um mundo de tolos nada mais é do que o rei dos tolos, ou seja, um tolo ainda maior. Esse tipo é como o hipócrita que quer tirar o cisco dos olhos do mundo, sem enxergar a trava que impede a
própria visão. Ele só tem duas opções: buscar um entendimento honesto da Real, ou continuar se afundando na própria merda até que alguém dê a descarga. Vejamos, agora, a atitude de um indivíduo que entendeu corretamente a Real e
a internalizou. Este, provavelmente, também passou pelos mesmos problemas do indivíduo do primeiro exemplo. Teve a mesma fase de revolta e, com certeza, deve ter reagido com infantilidade similar à do “juvena”. Pode até ter agido pior. Porém, ele não ficou estagnado na revolta. Em algum momento, teve a sensatez de perceber quão próximo estava do fundo do abismo e foi capaz de tomar um novo rumo. Não se permitiu continuar caindo e, nem mesmo continuar estagnado no ponto do abismo em que se encontrava. Decidiu que era hora de sair do buraco e começou sua escalada. Entendeu que, mesmo que seja possível alcançar o topo da montanha mais alta, não há nenhuma lógica em sonhar com cumes sem antes planejar a saída do abismo.
Ao entender que uma caminhada de mil passos começa com o primeiro, foi capaz de se reerguer e entender que, antes mesmo de começar sua escalada, era necessário descobrir o caminho da montanha a ser escalada, e que não bastava sair
correndo sem rumo ou parar de caminhar para o abismo, mas descobrir o rumo que deveria tomar, qual estrada percorrer, qual distância seguir e, é claro, em qual ritmo. Além disso, entendeu que, assim como a caminhada por si só não seria suficiente,
também não seria possível chegar a lugar nenhum se somente se limitasse ao planejamento.
Estes, do último exemplo, são normalmente conhecidos no meio como Guerreiros da Real. Infelizmente, este termo é muito usado pela maioria dos “juvenas” do exemplo anterior, para se definirem. Apesar disto, usaremos aqui o termo “Guerreiro da Real” para definirmos somente aqueles realmente capazes de entender e aplicar corretamente a Real.
Podemos resumir o caminho percorrido por um Guerreiro da Real da seguinte maneira:
1. Conhece a real e busca estudar honestamente seu material
2. Passa pela fase da revolta
3. Percebe, em algum momento, que há algo errado em toda essa revolta
4. Não se entrega. É travada uma luta pela verdade e pelo próprio
crescimento
5. Passa a entender que não deve forçar a Real, que não deve agir de forma
mecanizada. Passa a buscar a internalização da Real, tornando-a uma extensão de si mesmo
6. Deixa de se preocupar com o que transmite e com o que os outros pensam. Sua preocupação não é mais causar impressões, mas em ser uma pessoa ausência, respeitando a própria individualidade, sendo capaz de amar e valorizar a si mesmo
7. Ele já não estuda mais a Real buscando algum interesse. Nem mesmo pelo crescimento pessoal. Ele passa a estudar a Real pelo amor e prazer que tem nessa atitude. Seu objetivo agora não é descobrir como se beneficiar com a Real, mas entender verdadeiramente a Real e, se possível, dar sua contribuição.
NT.: Capitulo ainda não acabado. Sujeito a modificações.
POR QUE A REAL É FÁSICA?
A Real, ao contrário de tantas outras filosofias, ideologias e movimentos, não é estática. Sendo uma ideia viva, seu caráter é plenamente fásico. Não é estática, como um objeto morto e inanimado, mas dinâmica, sempre se transformando.
Porém, há uma ordem dentro dessa transformação. Ela não sofre uma mutação repentina, como num passe de mágica. Ela não se transforma, da noite para o dia, em algo totalmente diferente daquilo que é. Sua contínua transformação se dá por
fases. É uma verdadeira evolução que ocorre em doses homeopáticas, respeitando sua própria natureza. Como uma larva que se transforma em borboleta, não em ornitorrinco.
Apesar disso, muitos teimam em vê-la como algo estático. Outros, podem pensar que é fásica pelo simples fato de seus adeptos estarem em constante busca do próprio crescimento. Porém, estarmos, como pessoas, em evolução constante, não
explica o caráter fásico da Real. Podemos traçar um paralelo com as artes marciais. Veja, por exemplo, artes tradicionais como Karate, Kung Fu, Judo, Jiu-Jitsu, Muay-Thai, Tae-kwon-do e várias outras. O que elas tem em comum é o fato de que praticamente todas são estáticas.
Não podemos negar que o artista marcial está em constante evolução em sua arte. Ele treina constantemente, se aprimorando de diversas formas. Porém, aquela arte continua a mesma. As raízes daquela arte são imutáveis. Mesmo que seus socos
e chutes sofram algum tipo de mudança com o passar do tempo ou entre as ramificações daquela arte, sua essência continua sendo a mesma. Tanto em suas vantagens, quanto em suas desvantagens.
No livro O Tao do Jeet Kune Do, onde expõe os príncipios de sua filosofia e arte marcial, o ator Bruce Lee crítica justamente essa rigidez das artes marciais clássicas, lembrando que o homem está sempre acima de qualquer sistema. O raciocínio aqui é o mais simples possível. Sistemas são criados por homens.
Nenhum homem é perfeito. Logo, não existe sistema perfeito. Porém, é da natureza do homem buscar a perfeição. Mesmo sabendo que jamais poderemos alcançar, somos sempre atraídos pela perfeição. Isso explica perfeitamente a contínua
insatisfação do ser humano. Desejamos e, mesmo que consigamos, continuamos a desejar. Em um momento você deseja muito um carro, por exemplo, e acredita que estará feliz quando conseguir comprá-lo. Então, finalmente, você consegue. Passa
um tempo e você se vê novamente insatisfeito. Você já deseja mais alguma coisa. E isso nunca acaba. O carro, é claro, é apenas um exemplo. Você pode desejar outras coisas. Pode ser material, pode ser abstrato, tanto faz. O que acontece é que nunca
estamos satisfeitos justamente porque temos essa tendência de buscar a perfeição inalcançável. Porém, o que importa aqui é o fato de que, mesmo que seja inalcançável, continuamos a caminhada. Mesmo imperfeitos buscamos a perfeição.
Criamos sistemas, buscando sempre o melhor. Porém, como homens e, portanto, imperfeitos, somos incapazes de de criar um sistema perfeito, nos contentando somente com a possibilidade de aperfeiçoá-lo constantemente. Por mais que um gênio seja capaz de criar uma obra genial, ela não pode ser
perfeita. A proximidade da perfeição ainda não significa a perfeição e, sendo ainda imperfeita, só restam duas alternativas: Deixá-la como está ou aperfeiçoá-la, sabendo que existe um risco dessas mudanças não serem para melhor.
Independentemente do gênio concluir sua magnífica obra ou deixá-la inacabada, as pessoas recearão tocá-la. Seja pela magnitude da obra, seja pela reputação do gênio, as pessoas passarão a ver a obra como uma coisa sacrossanta. Qualquer tentativa de
aperfeiçoamento será vista como uma heresia. É justamente aí que se encontra o prelúdio do erro. A criação se torna maior que o criador. Sistemas passam a ser considerados mais importantes que homens. Mas a grande obra continua inalterada. Tem uma certa proximidade com a perfeição, mas não está mais caminhando em sua direção. Ao ser separada do gênio
criador, essa obra se congela com suas perfeições e, também, com suas imperfeições. E os próximos homens que virão? Serão considerados indignos de tocá-la. Mas apesar desses sistemas estagnados não poderem mais ser tocados pelos homens, eles continuarão tocando os homens. Agora o homem já não é mais o
criador que modela suas obras. Chegamos no ponto onde o homem passa a ser modelado pelas obras. Essa realidade não se limita somente às artes marciais. Vemos o mesmo
padrão em todo tipo de ideologia, movimento, filosofia etc. O homem é capaz de evoluir dentro do sistema, mas o sistema continua imutável. A transformação do homem segue completamente ligada a todos os erros e limitações do sistema, até o ponto onde não há mais caminho para percorrer, pois aquele sistema imutável tem um limite.
Existe um achismo que permeia a maioria das pessoas, fazendo-as acreditar que nenhuma filosofia é estática. Que todas estão em constante transformação. Isso se deve ao simples fato da filosofia ter como objetivo a busca pela verdade, como o próprio termo já mostra (do grego: Filo = Amor, Sofia = Sabedoria). Porém, existe
uma diferença entre “a filosofia” e “uma filosofia”. Métodos filosóficos podem ser usados na criação de algum tipo de filosofia, porém, isso não significa que essa filosofia criada continuará se transformando. Como tudo, independentemente do
grau de aproximação com a verdade, muitas param em algum ponto, se tornando mais um sistema intocável.
Com isso em mente, Bruce Lee foi capaz de definir sua filosofia e arte marcial, o Jeet Kune Do, como uma “arte sem forma”:
“O Jeet Kune Do favorece a falta de forma para que possa
assumir todas as formas. E, já que não possui estilo, pode combinar com todos os estilos. Como resultado, o Jeet Kune Do utiliza todos os caminhos e não é limitado por nenhum deles. Da mesma forma, utiliza quaisquer técnicas ou meios que sirvam à sua finalidade.” (Bruce Lee, O Tao do Jeet Kune Do, página 26, Conrad Editora, Edição de 2003) Temos, na frase acima, fundamentados alguns dos alicerces da filosofia de
Bruce Lee. Favorecer a “falta de forma” significa justamente não se prender a sistemas. É importante salientar que essa ideia de adaptação, flexibilidade, não significa relativismo. Ao criticar sistemas, apontando suas formas imperfeitas e
demonstrando que é justamente sua rigidez que impede quaisquer correções, não estou negando a verdade. Pelo contrário: estou justamente reforçando o fato de que a verdade é imutável, perfeita. Se a verdade, assim como a perfeição, não fosse
imutável, não seria verdade. Sistemas são criados pelo homem, mas a verdade, única, perfeita e absoluta, já existe antes do homem. A verdadeira filosofia, busca essa verdade de forma honesta e sem relativismos. Da mesma forma, a tarefa da Real, devido à sua essência, é essa busca da verdade, como já vemos em seu próprio nome. Assim como não existem meias
verdades, não existe meia Real. Algo só pode ser real por completo. A Real se adapta justamente para encontrar uma verdade completa. Sua flexibilidade só serve a um único objetivo: a busca da absoluta verdade. O que, para muitos, pode se tratar
de uma espécie de “Paradoxo da Real”, é muito bem elucidado por Chesterton: “Tentei criar uma nova heresia; mas quando já lhe aplicava os últimos remates descobri que era apenas a ortodoxia” (G. K. Chesterton, Ortodoxia) Nesta pequena citação, temos sintetizado tudo o que já foi dito até aqui. Filosofias convencionais costumam se apegar fortemente aos seus próprios cânones,
considerando qualquer tentativa de mudança em seu corpo uma heresia. Devido a essa necessidade de manterem suas filosofias intactas, seus seguidores passam a se valer, muitas vezes inconscientemente, de relativismos. A filosofia em si não muda,
mas suas conclusões sofrem constantemente com a ação do tempo. Seus seguidores passam a se valer de relativismos simplesmente para que suas filosofias se mantenham imaculadas. Passam a fugir da verdade e, caso a verdade passe a
perseguí-los, se esforçam para distorcê-las. Já chegaram no ponto desesperador em que a distorção da verdade é mais confortável que a revisão dos erros de suas filosofias. Com essa incapacidade de lidar com a verdade, também vem a incapacidade de refletir e, sendo incapazes de trabalhar com as várias contradições
surgentes, encontram conforto no relativismo, chegando aos poucos (e sem que se dêem conta) à esquizofrenia.
Essa esquizofrenia, tão onipresente na esquerda, pode ser presenciada em diversas ocasiões, como, por exemplo, uma simples discussão com uma feminista. Proponho um pequeno exercício. Inicie um debate com uma feminista (ou qualquer
outro militante de algum movimento de esquerda, como o gayzismo, ateísmo etc) e observe suas reações ao ser confrontada com a verdade. Devido ao apego com os dogmas de sua ideologia, preferirão distorcer a própria verdade, se valendo de
falácias relavistas. É justamente aí que você receberá ataques ad hominem, verá falácias de apelo à autoridade, o velho papo furado de que “não existe certo ou errado” e que “o que é errado para um pode ser certo para outro”. Os próprios ataques direcionados à sua pessoa nada mais são do que uma desculpa que encontram para eles mesmos não perderem a fé em suas ideologias tortas. Na
incapacidade de lidar com a verdade, atacam o portador da verdade. Lançar dúvidas sobre o caráter do mensageiro é uma das formas mais eficazes de não acreditar na mensagem. Sendo tão capaz de desmoronar facilmente os frágeis castelos de cartas
construídos por suas ideologias falaciosas, a verdade passa a ser um pesadelo onipresente na vida dessas pessoas. Seus discursos politicamente corretos de luta contra o preconceito nada mais são do que uma tática de auto-ilusão, uma forma inconsciente de lidar com a verdade ameaçadora. Tamanho é o poder que essas
ideologias exercem sobre seus seguidores, que passa a ser preferível a negação da realidade que o desapego de seus dogmas. Para essas pessoas, não há nada mais aterrorizante que a ideia de que suas vidas foram dedicadas completamente a uma
mentira. A famosa citação de Chesterton pode servir muito bem como um alerta para esse tipo de armadilha. Muitas vezes, ao tentar corrigir um erro, você será tratado como um herege. A verdade, porém, é que é bem provável que seja justamente essa
“heresia” a única forma que se alcançar uma ortodoxia. Seremos considerados hereges ao tentar corrigir erros pelo amor à verdade, enquanto os considerados ortodoxos por respeitarem seus sistemas ao ponto de manterem imaculados seus erros, serão justamente os que só encontrarão saída prostituindo a verdade. É
importante, portanto, expor os perigos do relativismo para não cairmos em armadilhas ao tratar do caráter fásico da Real.
WALLACE, Lawlyet. Filosofia da Real. 2013.2014

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